
Cartaz de “O Alfaiate”
Ai, ai, ai… não resisti…
É uma novidade no app que sendo sincero, tá com um catálogo bem interessante. Depois de 03 anos sem acessar e retornar este ano, fico feliz que esteja com bem mais diversidade do que quando parei de consumir. Meu app do coração é outro onde de cada 10 filmes que aparecem eu tenho vontade de assistir 11. Esse daqui, embora seja o grande querido da maioria, quando eu parei de consumir foi justamente pelo motivo inverso, de cada 100 filmes mostrados eu só tinha interesse em assistir (se tanto) uns 10. Motivo que deixei de lado. Agora há muito o que escolher pra assistir. Cinema não pode ser resumido a filmes recentes. Esse “Alfaiate” (entre outros inúmeros outros títulos) realizado no início dos anos 2000 mostra como estão mais abrangentes.

Rush e Brosnan
O filme: Nunca foi grande coisa. Nem no seu lançamento, e nem agora. Há filmes que o tempo deixa bem melhor ou mais interessante. Vocês acham que “Casablanca” (42) por exemplo, foi um clássico desde sua estréia? Nunca. Ao contrário, só lá pela década de 60 que foi ganhando esse status de um dos melhores (fato) do cinema.

O alfaiate com tradição familiar
A história: Sacana secreto do governo britânico, ganha como última oportunidade de trabalho a missão de ir para o Panamá conferir como está “tudo por lá”… Espionar… Com uma listinha na mão do Who’s Who local começa seu trabalho limpo. Cai como mosca na sopa de um famoso alfaiate que também é britânico e simplesmente veste os foderosos da política e sociedade da capital.

Brosnan, o agente
Inescrupuloso, tá andando e andando para o governo do seu próprio país. Ele quer se dar bem. Money is money. Envolve o querido alfaiate (Geoffrey Rush, o melhor do filme), um trambiqueiro que saiu queimado das terras de Elizabeth 2°, e foi aplicar com sucesso num país latino aqui observado pela lente hollywoodiana de ser: república de e dos bananas. E aqui já tem outra perda de ponto feia. Não dá pra compartilhar dessa visão saturada gringa de os fodas somos nós… E o filme exala isso…

Jamie Lee Curtis, a esposa
Ao envolver o alfaiate 171 na sua teia, o golpista-mor, arrasta a esposa do cidadão (a sempre querida Jamie Lee Curtis), que trabalha para a cúpula política do país e outras personalidades de alto escalão como embaixador, diplomata e até militares de alta patente americana. Uma bizarrice, onde tá todo mundo querendo levar o seu $$$$$.
Money is beautiful… né…
Se você for da turma dos que acham homens bonitos (aquele projeto de gente mente aparentemente em tudo, mas, nisso ele tem razão, é lindão mesmo), vai ter mais um motivo pra assistir… Pierce Brosnan (o agente) foi um dos 007 mais bonitos das telas. E aqui, na casa dos 40, ainda continua pegável…

Pierce Brosnan
Ponto positivo: os diálogos repletos de duplo sentido sexual (pra galera brisada de elevadas virtudes morais, das duas uma: ou não vão entender, ou vão repudiar).
02 🌟🌟 (regular)
Paulo Al-Funs, autor
