Seguindo a sequência…

Pra quem curte música, vai lá…

Já tinha comentado no post anterior que tava conhecendo na íntegra alguns álbuns que só conhecia por partes (músicas) soltas…

capa do álbum “Abraxas” 1970

A começar pela capa que é uma obra-prima (Mati Klarwein) o álbum, que traz faixas que eu já conhecia, é atemporal (maior elogio que qualquer realização artística pode ter na minha humilde opinião). O segundo álbum da banda Santana é clássico, som de adulto feito por gente com muito pedigree artístico, é dividido entre músicas cantadas e outras instrumentais, “Oye Como Va” acredito que muitas pessoas conhecem (mesmo sem saber de quem é), “Mother’s Daughter” é um rock com muita guitarra hard e a minha memória de elefante se recorda da noite em que gravando numa K7 (um objeto pré-histórico) rocks de um programa de rádio eu escutei pela 1° vez “Black Magic Woman”, isso nos anos 90 (inesquecível, e olha que nessa época eu estava sempre em “alpha”🌿)… pra quem curte som, imperdível…

capa do álbum “Krig-ha, bandolo!” 1973

Raul é icônico né… Poucas palavras aqui pra não chover no molhado, não vou me atrever a dizer que seja sua obra-prima sem procurar conhecer outros álbuns dele na íntegra, mas mesmo assim, acredito que talvez seja… Raul tem aquela triste sabedoria que pega na alma né, são poucos assim (o artista Roberto Carlos é assim também, talvez por isso tenham essa alcunha de “rei”), ele tira barato, paga deboche e lá no fundo tá guardado na vitrine o sofrimento, as músicas são as clássicas conhecidas de todo maluco beleza (“Mosca na Sopa”, Metamorfose Ambulante”, “Al Capone”, “Ouro de Tolo”, “Rockixe ‘…aprendi a ficar quieto e começar tudo de novo'”) olha a sabedoria dos versos! Me representa! eu fui apresentado ao Raul no princípio da minha adolescência e continuei escutando por um bom tempo também ainda nessa fase de puro 🌿, depois deixei de lado como outros tantos sons, mas é sempre bom voltar a absorver a sabedoria desse bode velho (o bode é um símbolo milenar que representa todo ídolo que é sacrificado e renasce eternizado)… A capa (Cláudio Fortuna) é uma das mais perfeitas…

capa do álbum “Gal Costa 1969

É a roqueira Gal Costa nos seus primórdios, e me perdoe os puristas porque pra mim ela era nessa época roqueira sim… Porquê? Porque rock não é só música, é atitude e um algo a mais que só quem conhece tem ou sabe… Janis Joplin não é tida como uma das deusas do rock, mesmo tendo cantado também blues? Então, a postura, a energia que ela emanava sempre foi de estrela de rock, Gal Costa tinha isso, transcendia a caixinha mpb (rótulo bem discutível, se for levar o ‘popular’ ao pé da letra, seus maiores representantes são capazes de ficar de fora). Não é novidade pra mim esse álbum, mas também é sempre bom escutar novamente, ele é meio intocável, no sentido de não ser um som que vai chamar sua alma pra bailar, definitivamente não vai tão longe, mas tem aquela qualidade que você não sabe o que é, e que acaba interessando de alguma forma, “Divino Maravilhoso” é por si só uma eterna novidade, mas foi “Vou Recomeçar” que eu escutei, curti e me levou à procurar conhecer o álbum…

capa do álbum “Gang 90 & As Absurdettes“, 1983

Vou morrer amando “Nosso Louco Amor”, “Telefone” não importa quem cante, é sempre perfeita, e “Noite Fria” eu conhecia só na voz do Lobão, “Perdidos na Selva” é apresentada numa versão vagarosa (a música fica top numa versão bem mais viva e agitada, que não é essa), pra quem curte ou tá interessado em descobrir o rock brazuca dos 80, bora lá…

capa do álbum “Uma Rosa com Bossa” 1966

Finalizando, não sou fã e nem conhecedor de bossa nova, mas fui arrastado pra esse álbum ao ouvir a voz dessa cantora, nunca tinha escutado uma voz assim, sem palavras, me atrevo a dizer que o álbum em si é de menos, perto do talento dessa jovem, é inacreditável, a voz parece um cristal, única, fui pesquisar sobre a intérprete e descobri que é a cantora Rosa Marya Colin (assim que é chamada agora). Assisti uma única entrevista dela lá atrás no tempo nos anos 90, num programa chamado “Por Acaso” (que salvava os domingos insuportáveis da TV aberta naquela época)… quem sou eu pra avaliar um álbum de bossa nova, mas a voz dessa intérprete é de deusa… gostei realmente da primeira faixa “Capoeira de Oxalá”…

É isso, tá tudo corrido, extremamente difícil, quase ninguém ganha a fortuna de um sertanejo, mas mesmo com toda dificuldade, e sufoco tenebroso dos dias atuais a arte ainda é uma aliada pra ajudar a suportar o que a gente tá vivenciando…

Todos os álbuns estão no YouTube.

ps: não sou nenhum crítico musical, nem músico, o post é só um longo comentário pra quem curte som também… ✌🏼

Paulo Al-Funs

Curtindo Tim

capa do álbum “Tim Maia” 1970

Não gosto de fazer listas porque eu nunca consigo seguir nada pré fixado, mas coloquei pra mim que quero conhecer os álbuns de muitos artistas do qual só conheço o básico, esse Tim Maia (através do YouTube salvador que disponibiliza desde filmes a podcasts e álbuns) eu tô curtindo há dias (na verdade semanas), algumas músicas eu já conhecia, mas não conhecia de escutar e ficar assim, tipo que som é esse como “Azul da Cor do Mar”, “Primavera (Vai Chuva)”, “Eu Amo Você” – se você não ficar emotivo escutando essas é porque tem pedra onde tinha que estar seu coração, mas as outras também são muito daora como “Coroné Antonio Bento”, Cristina e Cristina N° 2″, a doideira de “Jurema” e também uma sensível homenagem ao herói do nordeste na homônima Padre Cícero”, em 02 músicas Tim canta em inglês o que me fez lembrar em 02 momentos do Raul, que também tinha uma queda por querer cantar na língua gringa (ao menos é o que já ouvi) e também como Raul (e os Mutantes também) por trazer elementos da rica diversidade da música brasileira como o forró e fazer uma mistura legal, eu não posso comentar em termos técnicos porque não sou músico, mas também tem uma espécie de grandiosidade que me faz lembrar ou ter a percepção de que é tipo uma pegada de show de Broadway deu pra entender? Não, tudo bem… resumindo, um álbum que vale conhecer.

Paulo Al-Funs

Rock e homens bonitos

“Apolo e as Musas” de Simon Vouet

Sempre gostei de rock e homens bonitos…

Escuto rock desde a infância, porque foi o gênero, que a vida toda, desde a infância aos dias de hoje, me identifiquei, e fala às minhas emoções…

Meu primeiro, ídolo, surgiu só na adolescência, o Billy Idol… 
adorava, seu som, leve e pra cima…
o primeiro pagamento do meu primeiro trabalho, corri até uma loja de som, e voltei pra casa, com o segundo disco lançado do cara… aquele disco, que ele  com um crucifixo no peito… Também, foi meu primeiro tesão, no rock… Aquele blondie me arrepiava os pentelhos do cool… 

Escutei muito o rock dos 80, seja nacional ou gringo, respirava aquela vibe…

A foto do disco da Legião” (Que País…), com a sua formação clássica, teve um impacto imenso em mim, não se falava em representatividade no final dos 80, mas, ver o Negrete ali… me senti, muito bem representado… décadas depois, deixo aqui minha gratidão, até nisso a Legiãofoi mais… e seu batera, de olhar dúbio, era uma delícia também…

Mas minha queda era mais pra gangue do outro poeta, o Barão quem já viu o jovem Frejat, sabe que era um Apolo… quem o conheceu intimamente deve ter recordações divinas…

Havia inúmeras bandas, cada uma com um som tão bom quanto outro… não dá pra enumerar todas… mas, todas que eu escutei amei e me fizeram muito bem…

    Amei também a Violeta de Outono… banda mais alternativa…

    Paulo Ricardo, era gato mesmo, tinha uma legião de fãs mulheres que o adoravam, e uma legião de fãs homens que o odiavam pela inveja que sentiam de ver a mulherada babando por ele… sua gangue RPM deixou inúmeros clássicos…

    No início dos 90, desbundei no passado, e deixei pra trás o rock / pop que me viu crescer…

    Era a vez agora do The Doors, Pink Floyd, Led Zeppelin, AC/DC (com Bon Scott), do Iron (c/ Paul DiAnno), Jethro Tull, Uriah Heep (c/ David Byron), Deep Purple, Black Sabbath, Rolling Stones, Creedence Clearwater Revival, Big Brother (c/ Janis), Experience, Mutantes, e muitos outros…

    Somente, nos anos 2000, voltei a escutar rock atual, o rock do momento (surgiu muitas bandas legais), e também foi nos 2000, que voltei a escutar o bom e velho rock brazuca da minha infância e adolescência…

    Groupies são mulheres fãs de rock, que segundo se diz, tem tesão em trepar com os caras…

    Nunca tive vontade de ser uma… Afinal, sou gay, mas… deixo aqui a minha listinha, que se tivesse tido a oportunidade, ficaria de 04, de lado e babado…                                              

    Anos 2000
    Josh Homme 

    Anos 90
    Liam Gallagher
    Tim Commeford

    Anos 80
    os já citados acima

    Anos 70
    David Gilmour

    Anos 60
    Brian Jones 
    Johnny Echols
    Jim Morrison 
    Jack Bruce

    E muitos outros, mais…

    Na brazuquidade, a geração dos 60, tinha uns tipos que além do talento, carisma, eram bem… delícias mesmo…

    Jorge Ben Jor
    Antônio Marcos
    e os irmãos Corrêa
    Renato, e Ronaldo

    Enfim, quem amou ou simplesmente se lambuzou, provavelmente, gostou…

    Paulo Al-Funs

    Vamos de música

    Bom dia pra nós!!!!

    Não é que eu goste só de arte mais antiga – vintage, é o termo? – mas eu acredito que arte não tem idade, e conhecer, ao menos algo do que já foi feito é fundamental… minha infância foi ouvindo muito rádio, porque era anos 80 e o rock nacional ‘tava estouradaço pra nossa sorte, todas as rádios tocavam, depois veio os anos 90, enquanto todo mundo curtia o som de Seattle, eu tomei o rumo oposto, e me desbundei com Jethro Tull, Uriah Heep, Black Sabbath, Led Zeppelin, Deep Purple, Creedence, Stones, Experience, Big Brother, Mutantes, Ramones, e e a lista é grande, mas todas as bandas que eu consegui conhecer e amar… dos anos 60, 70!!! Passei batido pelo movimento grunge… Só nos anos 2000, eu voltei a ouvir rock, feito na época, isto é rock dos anos 2000 feito nos anos 2000, e é muito bom também… Salve Pitty e uma galera ótima aqui no nosso Brasil

    Voltei de novo ao passado, e ressuscitei, 02 dos únicos cds (passado total) que eu tenho da época do CD… e é incrível, quando a arte é de primeira… não tem explicação, é um prazer só…

    Pra quem não conhece, deixo aqui algumas dicas… vale conhecer…

    “Beggars Banquet”  eu acredito que não dá pra chamar de um clássico mas, é um disco foda dos Stones tem muito blues do sul americano, e ao menos 02 músicas que nunca vi incluídas em nenhuma antologia, mas, que são foderosas… mais que um álbum dos Stones, é trilha de uma fase pra lá de especial da minha vida…

    O disco da banana do “Velvet marcou outra fase tão ou mais importante da minha vida, mais importante acredito, porque era a época em que estava na fase das descobertas, anos 90… É poesia, música, e vida cantada por quem simplesmente vivia a própria vida…

    Júpiter Maçã é o cara, é dos anos 90, mas é o meu roqueiro dos anos 2000, é o cara pra se ouvir principalmente nessa época de tempos cascudos… “A Sétima Efervescência” obrigatório pra quem sabe que a vida é muito mais que post de rede social…

    Por último, aquele que é uma velha novidade pra mim, mas, tenho curtido demais, chama “Heavy”, é de 1968, e o primeiro disco de uma banda chamada Iron Butterfly vale conhecer também…

    *** Não mencionei lá em cima The Doors, e Pink Floyd, porque quem me conhece, sabe que são as bandas razão de ser da minha vida musical…

    Paulo Al-Funs