Sou podre, mas, sou feliz!

Encontrei
teu nome na esquina
Vinha com licença poética,
me come, me fascina…

Não adianta
negar,
Quem me lê
talvez não entenda
mas racho
o bico,
quando escrevo escrotices
pra te deixar
horrorizado,
e com mais vontade
de me trepar…

Não tenho nada
além da pretensão,
tua energia
gasta em mim
uma satisfação,
teu veneno
eu transformo
em rimas,
em qualquer situação…

Continue assim
que está do jeito
que eu gosto,
Vou brincando
de diabo,
e tu sabe
que vai perder
a aposta…

Minha alma dissoluta
caminha e expulsa,
todos os demônios
que você me mandou
e continuo,
me alimentando
do ar envenenado,
que o vento agraciado
em meu vulto,
assoprou…

Paulo Al-Funs 

lero lero ou o canto do blá blá blá… (versão light)

Negra poesia
de tons berrantes,
Negra poesia
de caminhar vacilante…

Lenda poesia
de olhares tortos,
Lenda poesia
que me faz,
lembrar dos fortes…

Não sabes
mas fui elegido
um cruel,
Mentira! só
porque da minha língua
se sentia o gosto
do fel…

Vou te falar
que não sou
seu santo,
Se queres milagre,
joga pra outro
o seu manto…

Vou te falar
tu sabe
que quando quero
sou mais
que sincero,
então não amola…

Já cansei do teu lero…

🌿 esse poema está numa versão light (um estrofe foi suprimido, já que minha própria consciência me diz que estava a mais) 15/05/2019 – 10h30

Paulo Al-Funs 

Minha vida nada mole…

Minha vida nada mole
não transcorre,
ela desliza,
e se dissolve…

Minha vida nada mole
não caminha,
ela viaja,
aqui e ali,
como a lua
num chafariz…

Minha vida nada mole,
tem todos os sentidos
e motivos,
típicos,
de uma vida,
(nada) comum…

Paulo Al-Funs 

Sentido só tem pra quem quer…

Bruscas mudanças
o encontraram,
se perdeu
nas entranhas
de cenas
estranhas…

Viajou ao espaço
em busca,
de uma estrela
qualquer,
só viu
uma dama insana
chupando um picolé…

Mas foi
com a água
que bate
na encosta
que aprendeu
que o tempo
tem seu tempo,
e sabe a hora
de fazer
o que quer …

Paulo Al-Funs 

Quarta morna

A quarta
é morna,
seu calor
brilha
como bigorna

Trás inspirações
esquálidas,
como posts
de rede pálida

Hoje por mais
um dia,
senti náuseas
de algumas
cenas que vejo
na ausência
de verdades
ficam criando
floreios…

Mas enfim
há um pouco
de brisa
e calor
e que o tédio
que algumas figuras
me causam,
não me trague
mais furor…

Paulo Al-Funsautor

Em busca de um nome…

Correu o homem
na memória,
Foi buscar seu nome
na história
Visitou um passado
de laços complexos
e enebriantes,
Escolheu uma recordação,
por si só,
menos extenuante…

Ao chegar
ao antigo palácio
de reis alados,
viu que seu nome,
estava lançado,
num ritual sagrado

Nem Circe, nem as sereias
poderiam libertá-lo,
seu feitiço,
era próprio… por si mesmo
fora picado…
Num piscar de olhos,
correu daquele sufoco,
acordou meio tonto
quando percebeu
o entorno…

Nem chifres,
nem guias o detinham,
estava em mãos maiores,
que não sabia,
mas que tinham
nas palmas,
sua vida, sua valentia…

Paulo Al-Funs