Encontrei
teu nome na esquina
Vinha com licença poética,
me come, me fascina…
Não adianta
negar,
Quem me lê
talvez não entenda
mas racho
o bico,
quando escrevo escrotices
pra te deixar
horrorizado,
e com mais vontade
de me trepar…
Não tenho nada
além da pretensão,
tua energia
gasta em mim
uma satisfação,
teu veneno
eu transformo
em rimas,
em qualquer situação…
Continue assim
que está do jeito
que eu gosto,
Vou brincando
de diabo,
e tu sabe
que vai perder
a aposta…
Minha alma dissoluta
caminha e expulsa,
todos os demônios
que você me mandou
e continuo,
me alimentando
do ar envenenado,
que o vento agraciado
em meu vulto,
assoprou…
Que filme poderoso! Foda aqui é pouco… é uma granada jogada na mente, na mente (que se diz) aberta, uma granada na mente do mais tolo dos tolos boçais de raciocínio atrofiado… E mais do que causar, é um filme que faz refletir, e refletir, até profundamente, se assim desejar o expectador… Explico, tem filmes que ficam ali mesmo no cinema, ou na sala ou quarto onde está sua TV, seu DVD, não importa, agora tem filmes (os que realmente eu curto assistir) que não saem de dentro você, você leva eles consigo, e eles penetram a tal ponto na sua pessoa, mudam seu raciocínio, seu conceitos, e te trazem experiências através do outro, do que você viu, assistiu, que é impossível ficar imune, e tocar a vida e continuar a pensar da forma como era… Bicho de Sete Cabeças é um desses filmes, não tem como ficar imune ao que se assiste e continuar acreditando que um lugar pode ser capaz de curar uma pessoa que quiçá, nem doente talvez esteja… Vamos ao filme em si: Neto um jovem normalíssimo, estudante, vivenciando seus anos verdes (juventude) é colocado sem ao menos esperar (de forma traiçoeira) num Manicômio (!!!!!), sim num manicômio, pela família após descobrirem que ele estava fumando baseado (maconha)… algo anormal até aqui?? Não, mas isso é motivo pra família, acreditar que pode resolver, o que eles acreditam ser um problema, encarcerando o jovem, e o entregando nas mãos das bestias figuras que geralmente se prestam a esse tipo de serviço nesse tipo de lugar… O que se segue após isso é pura porrada, no rosto, no estômago, nas idéias, no coração, não porrada no personagem, mas no expectador, que desce junto com o Neto pra esse submundo infernal, degradante, sinistro, e sem sentido algum de ser, uma filial do inferno de Dante na Terra… É duro, e você não sabe o que fazer, a não ser torcer pra que ele sobreviva… sim, a Esperança com tudo que a palavra possa significar, é só a ela que se possa se segurar… É um filme básico (produção) não se tem uma época claramente definida, feito com muita sensibilidade, e talento pela diretora Laís Bodanzky, num elenco em que basicamente todos estão afiados… Othon Bastos (ícone do cinema nacional) faz o pai Ignorante ativo, Cássia Kis Magro, a mãe, a Ignorante passiva, Daniela Nefussi é a inveja disfarçada em amor (fake) irmanal (a família), e no hospital, Altair Lima, e Jairo Mattos completam o quadro de seres repulsivos que queremos distância em nossas vidas… Gustavo Machado faz o amigo pau pra toda obra (uma delícia inconveniente) e os internos são puro show… Marcos Cesana tem uma entrega visceral, e o Gero Camilo, quantos prêmios esse fera já ganhou??? Rodrigo Santoro muito jovem e mostrando já a que veio, e o que viria a ser, um dos nossos maiores atores de tela brazuca, brilhando no mundo… Em tempo, mais, um motivo pra ver ou rever o filme, em tempos bicudos como o que estamos vivendo, é sempre bom estar atento a formas de “cala a boca” como o que o Neto viveu… o filme é baseado no livro “Canto dos Malditos” do Austregésilo Carrano Bueno… Imperdível…
04 🌟 🌟 🌟 🌟
Neto (Rodrigo Santoro)
Para além do cinema, meu destaque astro/cine (porque eu gosto)…
Rodrigo Santoro nasceu no dia 22/08/1975 com o 🌞 em ♌, a 🌚 em ♓ no comando das emoções, e o produtivo signo de ♉ em seu ASC… (mapa “C”)
Fonte do mapa:Constelar, mapa “C”, é um mapa que se tem todos os dados (dia, mês, ano, hora e local exato do nascimento) mas não se sabe exatamente qual a fonte…
Paulo Al-Funs, cinéfilo, que escreve poesias, amante de astrologia, e não sou crítico, só coloco minhas emoções a crédito das palavras pra dividir com quem gosta ou tem interesse também… vlw…
Foto de Machado de Assis recriada pelo movimento Machado de Assis Real
Aquele que é tido como nosso maior homem de letras, o gigante Machado de Assis, tem sua imagem reconstituída na forma tal qual ele realmente era… Um homem negro, com a cor e os traços marcantes característicos da sua origem… Houve por um tempo absurdo, que inclui os dias de agora, uma imagem do escritor numa pele embranquecida que não era a sua… Eis agora que o temos como de fato, era…
Gostaria de compartilhar ao menos alguns que por um motivo ou outro tiveram muita importância na minha mente, na minha formação de leitor, e por extensão na minha própria vida…
Trapo de Cristovão Tezza – sem comentários, é um dos mais fascinantes da nossa literatura, li muito novo também, me marcou demais…
Bala na Agulha do Marcelo Rubens Paiva – acredito eu que ainda é atualíssimo esse livro, principalmente nos dias de hoje… li quando foi lançado,nunca me esqueci, só posso dizer que marcou…
Ciranda de Pedra da Lygia Fagundes Telles – li e reli (um dos poucos) na minha adolescência e é da minha autora brasileira do coração…
As Meninas da Lygia Fagundes Telles – gostaria muito de assistir uma versão cinematográfica desse livro, espero que um dia role…
Verão no Aquário da Lygia Fagundes Telles – li na minha adolescência, junto com os outros 02 acima citados…
O Morro dos Ventos Uivantesda Emily Brontë – li, e reli ( um dos poucos que reli na vida) é fascinantemente sombrio…
Jane Eyre da Charlotte Brontë – é da minha pré adolescência, amei…
A Idade da Razão do Jean-Paul Sartre – dizem que tu tem que ter a idade certa pra ler essa obra-prima, então eu tava no momento ideal… transmutou minha mente…
O Vermelho e o Negro do Stendhal – ainda não consigo falar sobre, li numa momento crucial da minha vida…
O Filho do Trapeiro do Kirk Douglas – uma das mais francas e verdadeiras autobiografias que já li de um grande astro hollywoodiano, indispensável pra qualquer cinéfilo como eu…
Jinetes en la Tormenta do John Densmore – livro de memórias do baterista da minha banda do coração The Doors…
O Escaravelho do Diabo de Lucia Machado de Almeida – foi o primeiro livro que li na vida e me despertou o amor, apego, e gosto pela leitura e literatura… até hoje…