Matou a Família e Foi ao Cinema (70)

cartaz de “Matou a Família e…”

Sui generis

A começar pelo título, que é um dos mais originais do cinema (todos os cinemas).

É tudo muito simples, aparentemente difícil (eufemismo pra sem pé, nem cabeça) no princípio, mas, não é… acompanha-se… Aparentemente, são pessoas (personagens) vivendo no limite, e que decidem transgredir… É um bom cinema – jamais tosco – já que se sente que a sensibilidade é um luxo do diretor na manifestação de sua essência ao mostrar um mundo em seu ardor… Complexo? Não… desde que você siga o fluxo…

Renata Sorrah muito jovem, faz uma persona cinematográfica, digna de sua grande carreira de atriz, sempre doando sua voz e corpo em altas interpretações de personagens únicas… Márcia Rodrigues, sua partner, é uma atriz muito bonita e de presença…

Renata Sorrah e Márcia Rodrigues

Há mais de uma estória, numa delas, um homem, sensível a teores alcoólicos, decide enviar sua família, após um drama caseiro, para viver em outro plano, mais etérico…

Me falta uma palavra pra falar do cineasta Júlio Bressane… vou chamar de essencial… Toda arte precisa de seus alternativos…

A cena da tortura, é pra deixar inesquecível, o que nunca se deve esquecer… o sinistro que aconteceu nesse país na época da realização (antes e depois) do filme, 1969…

Paulo Al-Funs

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Paulo Al-Funs

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