Dica astral 18/07/2026

A 🌚 no signo de ♌ no decorrer do dia fará um contato que exigirá um pouco de paciência para lidar com questões do dia-a-dia, o que pode gerar um pouco de frustração e principalmente raiva em alguma situação cotidiana. Se possível, evite hostilidade na sua forma de agir. Mas logo ela também alcança o 🌞 em ♊ (Gêmeos) performando (não esqueça que ela está em Leão), e promovendo um encontro entre a razão e a emoção, direcionando  propósito e necessidades da vida num único movimento. 

Paulo Al-Funs

Dica astral 17/06/2026

A 🌚 inicia seu desfile pelo signo de ♌, unida ao astro que rege nossas relações afetivas e num bom aspecto com o planeta que rege nossa espiritualidade mais elevada. Uma das principais características de ♌ (Leão) é sua generosidade, que unida ao astro do amor nos convida a amar primeiro a nós mesmos, para assim poder amar aos outros também...

Paulo Al-Funs

Chega Mais (80)

Domingo finalizei a terceira novela do projeto Fragmentos da Globoplay, projeto este que busca colocar a disposição de noveleiros e afins o que existe de material (capítulos) preservados de muitas novelas que acabaram por serem apagadas. A confirmação que aparentemente muitas obras já não existem mais (cerca de quase 30) causou um choque naqueles que queriam rever ou conhecer antigos trabalhos realizados em fins dos anos 70 e início dos 80 na Globo. Eu entre eles. O projeto reúne novelas em que sobraram de 02 a 20 capítulos e pode ser bem frustrante embora realmente válido. Ano passado conheci “Corrida do Ouro” de 74 (ainda gravada em preta & branca) e “O Pulo do Gato” de 78 uma novela que deve ter sido muito legal e daí nasce a sensação frustrante de saber que não existe mais. Saber que Sol de Verão(82), Champagne(83) e Coração Alado(80) não estão mais vivas (na íntegra) também não foi nada satisfatório. Mas felizmente, muitas outras estão. O acervo da Globo é imenso. Comecei comDancin’ Days” de 78, segui com “A Próxima Vítima“, 95 (pra mim a maior obra- prima entre todas as novelas já realizadas) e em breve finalizo O Outro” de 87. Sem contar Elas por Elas” de 82 que estou na metade e aquela que eu acredito que foi uma das últimas perfeições realizadas pela emissora “Verdades Secretasque acompanhei ano passado. Todas escolhidas a dedo, porque a gente não vai perder nosso precioso tempo com fubangagem (embora involuntariamente aconteça, “Avenida Paulista” minissérie do início dos anos 80 foi o ponto mais baixo e inacreditável que eu já assisti na TV, sinceramente não me lembro de nada tão pior, tão amadoristico realizado no canal. Assisti no início do ano passado e não tenho palavras pra descrever essa nulidade. Pra fechar com chave de ouro o ano, fui conhecer outra inédita também, “O Caçador” de 2014… outra nulidade onde o lugar comum e a pieguice fizeram morada… Nada contra ver trabalhos ruins ou péssimos, há álbuns ruins, filmes ruins, livros ruins e tá tudo certo, ninguém vai realizar só trabalhos tops ou bons na vida, mas, no caso de uma novela ou série ou minissérie elas tomam tempo e eu não gosto de deixar nada pela metade.

Chega Mais de Carlos Eduardo Novaes é do início dos anos 80, e me parece ter sido bem legal. Seis capítulos preservados. Pontos que eu curti, a abertura inovadora com música da Rita Lee. O elenco não precisa nem falar, só gigantes e todos bem familiares, e a história que me pareceu ser bem singular, embora não dá pra saber de fato o que acontece na novela toda. O que se sabe é: Tom e Gelly iam se casar no 1° capitulo e o noivo deu um cano e sumiu… o noivo Tony Ramos e a noiva Sônia Braga (vinda de uma família aparentemente endinheirada, mas, na verdade falida). No último capítulo, um novo casamento está para acontecer (entre os mesmos) e dessa vez Gelly da o troco com a mesma moeda (pronto spoliei). Não é que você fica totalmente perdido com essa quantia mínima de capítulos, mas, simplesmente você não conhece o que rolou na novela toda. Dei um google depois e “descobri” que essa novela foi apresentada na Itália e foi um enorme sucesso. E agora, nos anos 2000, foi reapresentada novamente. O que me leva a crer que exista uma versão dela se não intacta, ao menos quase completa. Rede Globo, por favor, traga essa sua filha que saiu para o mundo novamente pra casa. Noveleiros, curiosos e afins agradecem.

Tom e Gelly (foto web)

Paulo Al-Funs, autor

Filmes/2026

Passando aqui pra indicar 03 filmes que assisti recentemente, pra quem já assistiu a muito tempo, vale rever, pra quem não conhece, uma boa viagem…

Preciosa: Uma História de Esperança (2009)

Cartaz de “Preciosa”

O longa narra a trajetória de Precious uma jovem estudante que sonha em ser uma celebridade mas na vida real sofre as muitas dificuldades de ter um corpo com mais volume que gostaria, e por conta disso ser ridicularizada na escola, na vizinhança, e passar por tormentos inimagináveis dentro da própria casa. Nada é fácil pra ela. O mundo real é muito duro e as pessoas deste mundo movidas a crueldade não lhe favorecem… Preciosatoca em temas extremamente sensíveis (o filme é de 2009, portanto já estava antecipando assuntos que explodiriam nos anos por vir). A história em si se passa na década de 1980, e é espantosa como parece agora… Gabourey Sidibe dá vida a Precious e é impossível imaginar outra atriz fazendo a personagem. Mas o meu olhar especial vai para Mo’Nique a atriz (com letras garrafais) que faz a genitora de Precious, desde já uma das maiores e mais horripilante interpretação de uma “mamãezinha querida” que eu já assisti na tela. Assisti a cerimônia em que ela ganhou o Oscar (uma das vitórias mais justa da Academia) e o discurso que fez. A mulher é foda. O filme é majoritariamente realizado por artistas negros Lee Daniels (direção), Geoffrey Fletcher e Sapphire (roteiro), Tyler Perry e Oprah Winfrey entre os produtores. No time de elenco formado por atores e atrizes negros, pardos e latinos talentosos para minha surpresa (não reconheci em momento algum) estavam Mariah Carey e Lenny Kravitz, estrelas da música que mandaram muito bem em suas atuações!

Vale conhecer!

Gabourey Sidibe (Preciosa)

Precious…

A pior genitora da tela…

Escola alternativa

Com as colegas de classe Amina Robinson, Angelic Zambrana, Stephanie Andujar

A surpresa Mariah Carey

Mais surpresa… Lenny Kravitz

Gabourey Sidibe e Mo’Nique

Corra! (2017)

Cartaz de Corra!

Corra! me chamou atenção fins do ano passado quando vi um trailer do filme no meu Insta… Resumo básico sem spoiler… É um horror psicológico daqueles bons que eu não assistia a muito tempo… Jovem num relacionamento afetivo viaja com a namorada para conhecer seus pais… É o tipo de história que se for usar o lugar comum, da pra dizer que tem muitas “camadas”… O cineasta (Jordan Peele) criou aquela atmosfera típica de filmes dos anos 80 (aqueles filmes que nós os expectadores sabiamos que tinha um monstro à solta, mas os personagens do filme, não, e que quando se encontrassem, ia dar ruim) que deixava “a gente” arrepiado com o que não aconteceu mas estava por vir… Pois você se arrepia desde o princípio com Corra! A primeira parte é perfeita… A segunda é inacreditável na sua ousadia… o roteirista que é também o diretor jogou uma ficção barata típica de filmes B dos anos 50, acrescido de temas sociais muito importantes no nosso momento (racismo, classismo, cordialidade à brasileira, “desconstrução” de preconceitos), aliado com o elemento “medo” (que começa induzido pelo título) chegamos a esse filme realmente bom, muito bom. É um experimento que deu certo. Nas mãos de um cineasta não tão habilidoso, poderia ter virado um desastre, nas mãos de um diretor de primeira linha, virou um longa que se assiste arrepiado. Olhar especial para o Daniel KaluuyaCorra para conhecer…

Daniel Kaluuya e LaKeith Stanfield (de costas)

Daniel Kaluuya e Allison Williams

Cordialidade à brasileira

Catherine Kenner

Betty Gabriel

Lil Rel Howery, o herói

Morra, Amor (2025)

Cartaz de “Morra, Amor”

É um filme que quero rever. Quando o filme me parece e tem elementos que pode ser melhor do que a primeira impressão que eu tive, é algo que eu me permito. O Filme: Jovem casal vai morar na casa abandonada de um parente morto, com as ilusões que todo tipo de mudança permite, mas, em algum momento a realidade (rotina) caí sobre eles, e pesa a tal ponto que parecem não ter como escapar, sendo que a personagem feita pela Jennifer Lawrence é a que mais padece, deslizando rapidamente para abismos cada vez mais profundos… Relações entre casais que vão se tornando densas sempre estiveram presentes na tela, mas, aqui faltou (pra mim) o fator identificação. E também não senti empatia alguma por eles. O que gostei realmente foi da presença da Sissy Spacek (que faz a mãe do Robert Pattinson), e tem no elenco também o astro veterano Nick Nolte (na ativa com 84 anos!). Pra quem curte histórias densas, vale conferir.

Em público tudo é lindo…

… mas, lágrimas escorrem longe dos olhares alheios…

… quando seu parceiro também não sabe como mudar…

… e você chega num ponto que quer se auto-finalizar…

… é melhor desabafar…

… ou encontrar outro alguém pra trepar…

… nunca esquecendo, que nem todos os casais, foram feitos para durar…

… e que o amor um dia pode se transformar…💔

Paulo Al-Funs, autor

Patéticos a fofocar…

Zé povinho 
adora comentar
não resiste
ao fetiche
que minha pessoa
está sempre
a lhes inspirar

Acorda Zé Povinho
as suas fantasias
não quero
e não vou
realizar

E não adianta
criar histórias
por mais toscas
que sejam
É uma forma
deprimente
que vocês criaram
pra se auto-alimentar...

Ahhh, não me
deixem de enviar
o vídeo
quero ver também
o que sua imaginação
foi inventar...

Paulo Al-Funs

E Deus Criou a Mulher (56)

Demorou, mas finalmente assisti esse longa que transformou Brigitte Bardot em mito, estrela, ícone do cinema e da vida de muitos/as. Era um filme que eu realmente queria conhecer, sempre tive curiosidade, e é um bom filme da forma mais redonda e positiva de se dizer. E ela realmente me encantou. Mas foi um encanto que foi acontecendo porque ela vai te ganhando aos poucos. Ela está muito jovem (21 anos na época da realização) e atua muito bem. Tem um cabelo longo-loiro-ondulado, um corpo muito bem delinhado, e é visível porquê caiu nas graças do mundo (literalmente). Ao que se consta depois de MM (Marilyn) foi a maior sexy simbol da época.

Spoilers? Vários

O Filme: Jovem (Brigitte) passeia pela tela provocando intencionalmente os homens que encontra. É assediada e flerta com eles, não faz o tipo puro-ingênuo-sexy, ao contrário, é uma jovem femme fatale que sabe o que quer e o poder que têm. É lasciva, mas realmente curte um cara que descobre que só afim de usá-la sexualmente para depois a descartar. Para evitar ser ‘devolvida’ ao orfanato, se casa com o jovem irmão do seu crush, contra a vontade de todos que a tem como fácil (é um filme dos anos 50) e é claro, teremos um pouco de drama por vir… O cunhado (ex-love) é um canalha (Christian Marquand), impossível de se ter qualquer simpatia por ele, seu irmão, o noivo amado, é um cara tímido, puro, e bem bonito, que gosta e a aceita como ela é, ele não a quer mudar e o legal é que ela vai fazer a sua parte (mesmo sendo contra a sua natureza) de ser fiel a esse homem. Ela é muito avançada, cheia de vida, de fogo, selvagem, mas aceita ficar naquela família onde a mãe (sogra) tenta enquadra-la até que o canalha que havia partido retorna e… JeanLouis Trintignant da um show. O muleke trabalha um tipo que qualquer outro ator teria dificuldade. É um casal perfeito em cena, ambos a cara dos seus personagens. Marquand está tão bem que a antipatia pegou. Curd Jürgens que não conhecia também tem presença. Roger Vadim é um cineasta que eu gosto (é o segundo longa seu que assito no ano), ele é muito elegante, visualmente nos apresenta imagens de primeira (cópia perfeita possivelmente restaurada), seus filmes tem fogo, pique (não são frios longas franceses), dirige bem, é um cineasta que me ganhou… A cena final com Juliete dançando entre lágrimas e com consciência da decepção que provocará a si e aos outros, mostra que ela tem coração, assim como seu amor…

Onde assistir? YouTube

Brigitte Bardot partiu. Qualquer leitor que já correu minimamente seus olhos pela Curtipoesia sabe que eu não faço homenagens, não por não sentir, mas por pura dificuldade minha em escrever sobre alguém que eu admiro/curto o trabalho e que acabou de nos deixar. Brigitte transcendeu. É impossível ser cinéfilo, e ser cinéfilo é ter um amor pelo cinema que se inicia muito cedo na vida, e não ter contato com o nome, a marca Bardot. Pessoalmente admiro toda e qualquer pessoa que vive ou viveu sua vida sem estar a disposição da opinião dos outros. Bardot além do cinema viveu como quis. Firme, forte, independente. Humanamente cheia de defeitos visíveis. Admirava a coragem dela de cair fora da sua arte antes de completar 40. Dizia que o fogo do cinema era muito forte, se continuasse estaria morta como outras atrizes/estrelas que não conseguiram lidar bem com suas vidas e carreiras. Preferiu deixar do que ser deixada. Colocou o Brasil na sua história pessoal. Muito antes de muitos já estava preocupada com a causa animal. Tretou feio e publicamente com outra grande estrela nos anos 90 por ela desfilar com casacos de pele autênticos, deixando bem claro que quem tem o poder de influenciar também tem responsabilidade sobre o que influencia. Sempre achei admirável o fato de uma das mulheres mais atraentes da sua época se recusar a fazer plástica. Foi até o fim com seu rosto original envelhecido naturalmente. Enes paixões. Uma vida pública que causava, como qualquer grande estrela que se preze. Assumiu que nunca teve instinto materno. O único filho que teve entregou para o pai criar. Verdadeira sempre. 2025 vai chegando ao fim, e levou muita gente interessante. Brigitte Bardot entre elas.

Assisti “E Deus Criou a Mulher” em 15/09/2021 – época do texto acima. E indico a todos. Vale conhecer.

Brigitte Bardot, nasceu em Paris no dia 28/09/1934 às 13h15 da tarde. Tem o sol ☀️ em 04°41 de ♎, a 🌚 12°02 de ♊ e o ASC a 15°23

Paulo AlFuns, autor

A Fraternidade é Vermelha (94)

Cartaz de “A Fraternidade é Vermelha

Eu já tinha assistido aos 02 primeiros filmes da Trilogia das Cores (A Liberdade é Azul, 93 e A Igualdade é Branca, 94) do cineasta Krzysztof Kieslowski. A terceira parte até ontem, não. Gostei como havia gostado dos outros. É um filme intimista. E era o que meu estado de espírito queria. O filme: Segue a estrutura dos anteriores. Isto é, a vida é unida por um fio invisível que quer você tenha consciência ou não, nos faz estar todos conectados. Estando todos ligados, o que afeta um, vai chegar ao outro. A jovem Irène Jacob mora sozinha, mantém um relacionamento com alguém que está mais voltado para sua carreira (e portanto não a prioriza), vive uma vida independente, mas com um olho nos seus, um tanto preocupada com os altos e baixos do cotidiano familiar. Seu desejo de cuidar aflora ao atropelar Rita uma dog grávida, que salva ao levar para a veterinária a tempo de ser costurada, e que por conta do acidente também vem a conhecer seu tutor (não vou chama-lo de pai bichológico porque ele não é) ao qual Rita mantém sua fidelidade canina. Temos um tema canceriano para o qual o cineasta (do signo solar do caranguejo) tem na personagem Valentine um veículo pra sua expressão natural (o tema família, lar, cuidar, filhos é de extrema importância para as pessoas desse signo) do seu sol natal. Não correspondida pelo namorado ausente e pouco afetivo, longe do lar original, vai encontrar em Rita e seu idoso (e solitário) tutor, o objeto das suas atenções afetivas. O senhor é feito pelo grande JeanLouis Trintignant, um juiz aposentado dado a atividades não lícitas, e que por ter exercido a profissão de julgar os outros “e decidir o que é verdade” como ele fala, também tem um conhecimento mais profundo da natureza e caráter humano. Enxerga a vida como ela é. Paralelo a essa história, transcorre a vida de Auguste (JeanPierre Lorit) também futuro, quiçá promissor juiz e sua parceira cujos caminhos (destino) sem ao menos saberem, estão sempre a se cruzar com a da jovem Valentine. Auguste, o apaixonado, é pai de pet e uma das cenas mais tristes se dá entre ele e seu filho peludo.

É um filme europeu emotivo, portanto, contido.

Podia ser melhor: a tela em wide em vez de cheia.

Ponto crítico: A imagem restaurada. Basicamente toda a primeira linha de cinema está sendo restaurada em 4K. Bacana. Só que ficou com uma imagem um tanto saturada (não é a palavra que queria usar, mas é a que surge) e em outros momentos está bem granulada.

Vale conhecer? Com certeza. Lembrando que o momento de assistir não vai ser quando tiver afim de ver uma comédia ou um filme de ação.

Astrológica

JeanLouis Trintignant, nascido em Piolenc, França, às 7h00 da manhã do dia 11/12/1930,com o ☀️ 19°02 ♐, a 🌚 05°18 ♍ e o ASC 28°39 ♋

Irène Jacob, nascida em Suresnes, França, no dia 15/07/1966, às 8h30 da manhã, com o ☀️ 22°22 ♋, a 🌚 14°17 ♊ e o ASC 29°08 ♌

Krzysztof Kieslowski, nascido em Varsóvia, Polônia, no dia 27/06/1941, com o ☀️ 05°21 ♋

Valentine e o Juiz

JeanLouis Trintignant

Mamy Rita

Rita e Valentine unidas

Auguste, verdadeiro pai de pet

Valentine posando para o comercial de chiclete

Paulo Al-Funs, autor

Urano em ♊

Urano entrou em Gêmeos (♊). Urano em Astrologia é o que chamamos de planeta geracional. Tal qual seus colegas Netuno e Plutão. O que significa isso? São planetas de caminhar muito lento que demoram muito tempo num mesmo signo. Planetas rápidos como Vênus ou Mercúrio demoram semanas. O astro rei, nosso ☀️ demora cerca de um mês para transitar num signo. Planetas geracionais levam simplesmente anos. E como o nome diz, tem o poder de influenciar toda uma geração de pessoas nascidas naquele período. Por isso é sempre importante esse tipo de acontecimento. É um evento celeste.

Urano em Astrologia é o planeta que rege o novo, o diferente, a originalidade, a liberdade, as mudanças rápidas e inesperadas, os rompimentos, tudo aquilo que veio pra mudar (para o bem e o não tão bem), ele inverte papéis, pode colocar o caos em cena, e anuncia uma nova ordem. Transforma jogando (às vezes literalmente) o que é velho pra longe e apresenta o que é, e será novo para o futuro. Se as mudanças que em geral ele traz (bruscas) irão ser assimiladas com tranquilidade ou não, depende de você. Da sua capacidade de se desprender do que já passou, do que já foi gasto, do já devia ter ido embora mas você por alguma razão continuou segurando e já não tem mais serventia ou validade. Pessoas muito apegadas costumam sentir mais forte o seu baque. Essa mudança que estamos apreciando nas redes atualmente em relação a crise entre os poderes é puramente já o efeito uraniano de uma situação que há muito chegou no limite e precisa ser alterada. Urano (ao lado de Netuno e Plutão) é senhor dos coletivos. Tudo o que diz respeito a grupos, organizações, ONGs, sindicatos, movimentos sociais, já estão sentindo os ventos de uma nova disposição que está no ar. Ahhh, você é uma dessas pessoas que gosta demais e está a muito tempo apegada a uma situação que gostaria que permanecesse de forma inalterada? I’m sorry!!!! Você tem poucas opções, uma delas é se preparar e se adaptar as mudanças que vem surgindo ou simplesmente assumir as vestes do ultrapassado que já cumpriu o seu papel. Você decide. No sentido pessoal é sempre muito bom (importante) saber em qual área da nossa vida a influência desse astro será sentida. É importante porque como mencionei são mudanças de caráter radical, repentinas, e que vão continuar ocorrendo durante todo o tempo que durar essa passagem no setor (casa) do mapa que ela estiver. E influenciar nos assuntos e temas por ela administrado.

Vou dar um en passant aqui pra quem saber seu ascendente poder se situar melhor.

ASC/Casa 01 – Se Urano tiver colado no seu ascendente você será o responsável direto por tudo que lhe vier acontecer fisicamente (não adianta culpar o motorista de trânsito pelo atropelamento que você sofreu por atravessar a rua de forma inesperada sem observar farol ou apressadamente. E o inverso também é valido). Dificilmente você vai estar voltada a grupos (isto é, vai querer fazer o que deseja sozinha/o). Estará mais elétrica, notoriamente mais individualista, e dando importância zero ao que falam ou pensam de você. A forma de se comunicar também passa por transformações (se são positivas ou negativas vai do mapa individual de cada um). Visualmente as mudanças são nítidas, a pessoa (independente da idade), vai apresentar um aspecto mais novo, e diferenciado. Não se assuste se a sua vózinha de 80 decidiu pintar os cabelos de rosa. Faz parte.

Casa 02 – Sua forma de se relacionar com $$$ se altera. Sua forma de investir (se for o caso), poupar, e a maneira como lida e observa as finanças. É bom o nativo se preparar para as mudanças bruscas. Tem gente que não tava ganhando nada e pode ganhar muito. E pessoas ganhando muito, que de repente começam perceber suas fontes miarem.

Casa 03 – As relações com parentesco viram de cima pra baixo. Rompimentos ou aproximações repentina com primos, irmãos, vizinhos e colegas (colega não é amigo). Entrada ou saída de cursos que podem promover melhoras na sua vida (às vezes aquele curso que você fez lá atrás e nem lembrava mais pode ser a chave que vai mudar a sua história).

Casa 04 – Aqui da mesma forma que quando está na casa 01, devemos estar mais atentos (porque o impacto do astro tende a ser maior). A casa 04 num mapa fala da nossa família, do nosso lar. E Urano nessa casa anuncia mudanças que tendem a não ter voltas. Jim Morrison vocalista do The Doors que nasceu com Urano nessa casa, um dia matou o pai numa canção, matou ambos os genitores num release da banda, e consolidou uma postura radical (anunciada pelo mapa de nascimento) que não teve mais volta. Nunca mais voltou a ter contato com eles até o fim da sua existência. É desse tipo de mudança que falo. O filho, o pai ou mãe que pode dizer tchau sem retorno. De relações (familiares) que se adaptam as novas circunstâncias que a vida vai oferecer, ou podem se alterar de tal forma que haja um rompimento que não tem mais retorno. Em alguns casos a transformação não é só no nível emocional/mental mas ocorrem mudanças de casas, lar, cidades ou até países. Novamente, positivas ou não tudo a depender do mapa de cada um.

Casa 05 – Muitas novidades nos romances. Ahhh, mas você é casado/a? Aí meu bem, quanto mais resistência pior, porque onde Urano se encontra, o foda-se está acionado. Se você tem esse astro transitando nessa casa, a uma tendência a querer experimentar tudo que é novo, e tudo que você nunca fez e jurava que não ia fazer. Pouco antes da pandemia fiz o mapa de uma jovem (hétera) e mencionei a ela que havia a tendência de se relacionar com outra mina. Surpresa e meio que em choque me disse um não, nem pensar!!!! Meses depois recebo uma mensagem com ela me confirmando que a tendência estava rolando. Urano em trânsito na sua casa 05 vai querer novidades nos flertes, nas conquistas (a fila anda, e bem rápido), na busca por prazeres, e na busca por aquilo que te traz satisfação. Os velhos hobbies podem trazer cansaço e serem descartados (por mais importantes que tenham sido até então), e passeios que a pessoa que nunca pensou em fazer podem ser incluídos na sua agenda. Dica: não se apegue ao combinado, ao contrário, curta e aproveite aquele convite que chegou sem você esperar. Aprecie as surpresas que podem surgir.

Casa 06 – Mudanças nos empregos se fazem sentir. Tava acomodado de boa, achando que ia se aposentar na firma depois de anos de labuta? Sinto em lhe informar, talvez não seja assim que as coisas vão ocorrer… Traga novidades para o trabalho, se permita inovar, não fique parado no tempo. Se atualize. Atualize o local onde você ganha o pão. Faça mudanças que você há muito sabe que precisam ser feitas. Pode ter certeza que vai ser melhor mudar por si próprio, do que deixar nas mãos dos outros as viradas que tendem a acontecer. Já ouviu falar naquele ditado básico do futebol “quem não faz (gol), toma”? No que diz respeito a saúde, cuidados renovados com o corpo serão essenciais.

Casa 07 – Outro ponto muito importante do mapa de cada um. Alguma coisa no casamento vai ter de ser feita (e de livre e espontânea vontade) pra que tudo continue fluindo bem. A própria natureza de Urano já é avessa ao tema. Urano é novidade, mudanças, parceiros/as diferenciadas/os. Ou você busca por si próprio configurar a forma como se relaciona com sua parceria ou pode chegar o momento que um dos dois pode começar a se perguntar até que ponto vale manter uma relação que não acrescenta mais nada.

Casa 08 – A casa do sexo. Mencionado mais ao alto, onde temos o astro seja natal ou em trânsito (passeando) o modo foda-se está ativado. Quem está com Urano na casa 08 é bom se desprender de velhas idéias sobre compartilhar intimidade. Se for uma pessoa casada, melhor atualizar esse lado tão importante de um relacionamento. John Densmore batera do The Doors, nascido com Urano nessa casa, conta nas suas memórias que pra salvar seu 2° casamento depois de mútuas traições, resolveram praticar com outro casal. É uma opção. Casas de swing é o que não faltam. Você é conservador nos valores? Chegou o tempo de rever seus velhos conceitos.

Casa 09 – O que acontece lá fora (outros países) pode te impactar. Pessoas de outros países podem te trazer toda uma nova forma de apreciar, entender e cultivar outras culturas. Se você mora em outro país que não o seu, mudanças repentinas também podem te encontrar. Forte possibilidade de encontrar novas formas de se ligar ao mundo espiritual através de filosofias alternativas, assim como tendência a se libertar de religiões aprisionantes cheias de regras sobre o que pode e não pode e mandar um “quem decide o que eu faço na minha vida agora sou eu, não meu líder espiritual”.

Casa 10 – Ponto delicado e muito importante também pra quem tiver com Urano circulando aqui. Mudanças na carreira. É preciso encarar de frente outras propostas. As vezes nem é preciso mudar radicalmente de profissão. Você pode mudar mesmo dentro daquilo que já faz. Vivien Leigh (que hoje completa 58 anos que deixou a Terra), nunca deixou de ser a grande atriz que foi (nasceu com Urano nessa casa) mas sempre aberta ao novo. Assinou um contrato de 07 anos na época do sistema escravagista de Hollywood que nunca cumpriu (lembrando que onde você tem esse astro você manda pra “aquele lugar” situações relacionadas com o assunto da casa onde está, nesse caso, a casa 10 fala da carreira/profissão que você exerce). Amante do teatro, se dedicou a encenar (além dos clássicos) peças de autores que fariam muitas outras atrizes a dizerem não. Foi a Blanche do Tennessee Williams (em analogia, o Nelson Rodrigues americano), em Um Bonde Chamado Desejo“, uma personagem da elite do sul americano falida, que vai morar num hotel categoria Z onde é expulsa por mal comportamento (sexual). Fez grandes personagens no teatro, transgressoras e com forte potencial pra causar no público. Isso é Urano utilizado com sabedoria. Quem está com esse astro em trânsito na casa 10 deve se ater às mudanças bruscas que podem ocorrer no seu status social e vida pública. Excesso de rebeldia pode custar sua imagem social, como qualquer estabilidade profissional, por melhor que você seja na sua área.

Casa 11 – Você vai querer participar de eventos com amigos ou pessoas que você tem um mesmo propósito no sentido de querer melhorar, reformar a vida dos outros. Não será incomum buscar uma ONG que se identifica, ou participar de grupos com tendências revolucionárias. Rupturas com seu círculos de amigos podem ocorrer (amigo não é colega). Dica: Se for entrar para um grupo, não deixe engolirem sua individualidade. Não é porque a bíblia do grupo ou movimento diz que você tem que fazer assim ou assado, que você tem que fazer.

Casa 12 – Algo que às vezes acontece quando o planeta das liberdades individuais e coletivas está centrado nesse lugar é que pessoas enrustidas (sexualmente) acabam sendo expulsas do armário. Não porque que querem. Mas acontece algum evento em que elas acabam sendo expostas. Se você se encontra nesse perfil e envolvido em algum tipo de atividade que corre esse risco, é bom ficar ligado. Perda da liberdade é uma tendência no radar também. Por enes motivos.

Urano a princípio ficará um tempo em ♊ depois retorna a Touro (♉) onde permaneceu um longo período, pra finalmente reiniciar e permanecer pelos próximos anos na mundo mental do 3° signo zodiacal.

Paulo Al-Funs

Os vivos , os mortos, o Tempo

Os mortos
caminham,
sem parar
Numa festa
alegre,
onde as visitas
os veem encontrar

Caminham
ao lado
dos entes queridos
Caminham
cheios de saudade
Que não tem
Tempo, e nem lugar

Na hora
da partida,
os visitantes
sem saber
levam seus mortos
a passear,
para rever e encontrar
seu antigo lar...

Paulo Al-Funs

Pequena Homenagem

Eu gostaria de fazer uma pequena homenagem a um homem que nada sei, e o pouco que sei me levou a escrever este post. Ênio Silveira. Gente que realiza trabalho de bastidor sempre me interessou. Sou fã de realizadores de cinema (diretores e produtores), de música (fiquei fascinado pelo André Midani quando li sua autobiografia). Esses dias atrás fiz um post sobre o romance “As Cidades da Noite” que havia lido, e duas perguntas ficaram na minha mente. Como esse livro estava aparentemente fora de catálogo (?) e como uma história tão punk havia sido publicada no Brasil da ditadura de 64 (?). Pesquisando no dr. Google, me veio em parte as respostas. A Editora Civilização Brasileira (que hoje pertence ao grupo Record) que publicou o livro, foi fundada em 1929, e até os anos 50 continha muito pouco material no seu catálogo que não fosse didático. Até a chegada nessa época do jovem (escorpiano do ano de 1925) Ênio Silveira. Um amante de livros. Entusiasta, logo aumentou significativamente o catálogo da editora trazendo títulos modernos com temas diferenciados e publicando autores brasileiros do qual era um incentivador. Acreditava realmente no poder transformador da literatura na vida das pessoas. Nos primeiros anos da década de 60 a “Civilização” já era uma potência literária. E seus problemas por conta do seu editor e suas publicações começaram a florescer. Ênio era militante e a “Civilização” se tornou o QG das mentes que não aceitavam o período trevoso que o país tinha embarcado. Nenhuma editora ou editor se opôs tão frontalmente ao regime ditatorial. Nenhuma e nenhum foram tão brutalmente perseguidos. Seus livros passaram a ser confiscados, seus autores perseguidos, e Ênio preso várias vezes com direito a ter sua própria casa invadida. Nunca abaixou a cabeça ou se curvou. Lutando contra todas as adversidades permaneceu fiel a si mesmo, inovando na divulgação dos livros (anúncio em outdoor), como na publicação da moderna literatura brasileira e gringa (não à toa As Cidades da Noitefoi publicado em 1964 um ano após seu lançamento lá fora). Um democrata, jamais deixou de lutar pelo seu (nosso) país. E algo que eu gostei de saber, ele não era desses que acreditava que livros foram feitos apenas para serem apreciados por uma pequena casta.

Em geral, as pessoas evitam ler, seja porque realmente não gostam, seja porque não se interessam em desenvolver o hábito da leitura, seja por pura preguiça mental, não importa o motivo, até aí se respeita, já que gosto é gosto, e cada um tem o seu. Mas essa onda de reprimir, querer decidir o que as pessoas podem ler, retirar livros das escolas, das bibliotecas, é o fim da picada (em qualquer lugar do mundo). Pautas identitárias progressistas e pautas conservadoras reacionárias não tem esse direito e nem essa liberdade a ser exercida em cima das pessoas. É o fim da picada conservadores querer ditar o que é moralmente aceitável para uma pessoa ler. É o fim da picada progressistas quererem boicotar um autor porque ele é (assumidamente) contra suas pautas. Nesse sentido tanto uns como outros (progressistas e conservadores) estão agindo como duas faces tirânicas da mesma moeda.

Quem não lê, mal ouve, mal fala, mal vê“. Slogan da Civilização Brasileira.

Paulo Al-Funs – autor