
Cartaz de “As Corças”
Já conhecia de nome e sabia que iria assistir em algum momento. Não me lembro de assistir um filme de relacionamento entre mulheres tão explícito quanto este em relação a sua época (de realização). Minto. Sim, já havia assistido na minha adolescência Triângulo Feminino (68), um filme bem fluído e claro com Coral Browne, Susannah York e Beryl Reid. Este é bem objetivo. Logo no início vemos Stéphane Audran, pousar no espaço de Jacqueline Sassard. E é tudo quase bem direto. Os diálogos, a sexualidade quase explícita entre elas. Nada de clima e conversas insinuantes dando voltas.

Stéphane e Sassard (o encontro)
Iniciam um romance (sem cara de romance). Aquele tipo de encontro de uma pessoa endinheirada com outra em situação financeira um tanto precária. A personagem de Stéphane é a típica endinheirada que compra atenção. Ela manda. Sassard por sua vez mostra desde o início uma personalidade que não irá se subordinar. O que é bom também, já que mantém o interesse da outra por mais tempo.

Paixão sexual
Em Saint Tropez na sua casa de praia, as coisas irão mudar quando ambas conhecem e se interessam pelo mesmo homem, o interessante Jean-Louis Trintignant. E aí o bicho pega.

Audran – Jacqueline – Trintignant (o macho que muda tudo)
O cineasta Claude Chabrol é realmente bom. É um diretor mais estruturado, no sentido que seu trabalho se diferencia dos filmes dos seus colegas da “Nouvelle Vague”. O filme fez um casamento feliz entre fotografia, música, roteiro, elenco e direção. Muito bom e vale conhecer. Stéphane Audran é uma atriz muito bonita (curti seu visual estiloso), Trintignant um charme, Jacqueline Sassard que fez poucos filmes e eu já conhecia de “Acidente Estranho” (67), trabalha bem também.
A cópia é boa, no YouTube, 04 (muito bom) 🌟🌟🌟🌟
Cinema retrô é um espaço na Curtipoesia onde eu publico minhas opiniões sobre os filmes que, como cinéfilo que sou, assisto, de todas as décadas e gêneros, desde que me despertem o interesse ou curiosidade. Só não sigo cartilhas, o famoso “você tem que ver”…
Paulo Al-Funs, autor
