
cartaz de “King Cobra”
A primeira surpresa foi ver Christian Slater (um crush dos 90), depois de muito tempo… e, é claro, a constatação que o tempo passa pra todos… Christian está bem, com bem menos cabelo… uma infâmia a pessoa ter que ficar com o cabelo ralo depois de penetrar o caminho de outras idades… Eu nem sei como cheguei a esse filme… tenho a impressão que ele se jogou na tela e falou, “me consome, please”... e foi o que eu fiz…
O filme: jovem (bem jovem mesmo) quer se tornar um astro pornô, vai atrás do seu sonho… e encontra um produtor / diretor disposto a realizar seu desejo… mas, no meio do caminho tinha uma pedra… ou melhor tinha outro(s) perus… reduzindo ao máximo é isso… mas, não só… Spoiler? Sim, e não… O personagem do ator Garrett Clayton é um jovem gay que quer unir o útil ao agradável (fazer filmes pornos, trepar com vários, gozar, ser pago pra isso e de quebra ficar famoso – uma estrela)… se une ao diretor feito por Slater e assim começa uma bem sucedida carreira no pornô gay… um detalhe que talvez não caberia e não tava no contrato: O diretor além de se envolver com seu contratado, também acaba se apegando (o que vai dar ruim!)… Do outro lado dessa cena, vai rolando outro caso de cores parecidas… o diretor feito pelo James Franco (outro crush, mas de agora) tem um relacionamento com o ator de seus filmes (também porno gay) o que torna a relação de ambos bem mais intensa, com a diferença que no primeiro casal, o sexo é só permitido no trabalho, isto é, na hora de gravar, já com o segundo casal, o personagem do Franco, explora sexualmente seu parceiro (Keegan Allen), levando-o a prática de programas extra filmagens (o que também não é saudável pra relação deles)…e em algum momento o destino dos 04 ou das 02 duplas vai se encontrar…

O mais interessante no filme, é mostrar como não existe gênero quando o assunto é sentimentos, emoções e relacionamento… aqui fica claro, que não é necessário um casal ser hétero, pra vivenciar todos os piores dramas que uma relação a dois pode ter… ciúmes exagerados, falta de confiança, controle excessivo, controle financeiro, medo da perda e por aí vai… é um filme sério (ao contrário do que possa parecer), uma produção básica e que funciona bem… merece ser conhecido…

Paulo Al-Funs, cinéfilo
