Circulam as palavras, no ar
Circulam os ventos
Que até a mim
as fazem chegar
Circulou o homem
Por inúmeros caminhos
Que um dia o trouxe
No lugar aonde está
Circula a vida
E o livre ser
Porque eterno é o homem
Em seu renascer
Circularam as idéias
as liras, e o entardecer
Circularam a poesia
as virtudes, e o amanhecer
Circulam as luzes
Mesmo quando a escurecer
E é assim, que o
absoluto é feito
Livre, e liberto
Pois, sem Liberdade
Não haveria sentido, algum
Em se viver
Paulo Al-Funs
☆ “Maestria” originalmente publicado na antologia poética “Timor Esperança“, 2000 (Shan Editores)
