Candidato n° 03 ‘O Inominável’ (É Ficção, não fake news)

Boa... vocês acharam que eu não vinha?
Eu só fujo de debates,
Mas me expresso
Com vontade
Pô, meu nome é Inominável
E nem sei
por onde começar
Mas se for
pra dizer a verdade
Eu posso confirmar
Que todos os nomes
Que vocês me xingam
É real e não tem
Como negar
Vagabundo, Genocida
Apologista de estupro,
Sem caráter, sem palavra
Traiçoeiro e até Cristão de Taubaté
Sim, são palavras duras, chucras
Mas que me definem
Como ninguém
Porque eu nunca
Gostei de enganar
Eu não presto
E dou beijinho no ombro
Pra quem quer me atrasar
Sempre fui meio cuzão
No passado era o Aristides
Quem me defendia
Hoje em dia
Tem milhares de outros
Saídos dos mais variados esgotos
E todos gozam
Da mesma falta de empatia
Ah, eu era verme sim
Meu negócio sempre
Foi trucidar
Por isso tô sempre cercado de Lixos,
Mas não deixo nenhum
Me ofuscar
São tantos os crimes
Que eu cometi...
Sentado no trono
da Presidência
Eu me expandi
Que Hitler, Stálin, Mussolini, que nada
Eu sou o maior Genocida
De toda essa rapaziada
Pode morrer velho, jovem, criança
Que eu não tô nem aí
Viram minhas fotos
Na praia esses dias
à me Divertir?
É, Eu Sou assim Mesmo
Um Vagabundo que adora
Refresco
Enchiente na Bahia?
Cara, tem muita gente no mundo, é bom "partir assim", sem burocracia
Não, eu não tô aqui
pra Socorrer Ninguém
Vocês têm que se fuder
Porque alguém tem que morrer
Me atacam porque
Não priorizei a vacina
Como assim?
Eu nunca neguei
Que matar é minha sina
Falam mal da minha família
Eu eduquei e ensinei meus filhos
a falar desde cedo
Rachadinha
Gostam de falar mal
Até do meu passado
E daí que eu levei chifres,
Isso não tira de mim
Meu status de Macho do Caralho
Falam de mim
Até nos meus
Momentos de lazer
Querendo me impedir
de sentir Prazer
Meu ânus flutua no ar
Quando estou numa moto
À cavalgar
São tantas picas
À me rodear
Que eu fico louco
E nem sei
por onde começar
Queria ter mil orifícios
Pra em todas sentar
Sim, você sabe
Essa birra que eu tenho de mulher
Nem precisa falar
Mas eu digo
É ciúme e inveja
Eu queria me soltar
Eu não aguento
Mais me repreender
As paredes desse armário
Sempre me fizeram sofrer
Sim, eu não cumpro
Nada do que falo
Até aí tudo bem
Só acredita
Quem é trouxa ou otário
Querem me colocar
Na cadeia porquê?
Eu não sou racista
Só acho que preto e índio tem que morrer
Tão sempre me levando
Mal na parada
Não sabe que eu gostaria também
de tomar banho
de urina de prata?
Pô, vou ficando
Por aqui
Desejo pra você
O que você deseja
Pra mim
Vamos todos arder
No Inferno
Numa fogueira
Sem fim
Lembre-se na hora
de votar
Eu sou aquele
Que não se pode nomear
Pode continuar
Batendo panela
Deixar vocês
Com ódio
É minha forma de amar

Paulo Al-Funs - autor

Verme é verme… de resto sem palavras pra você, GENOCIDA

poesia política… precisa de mais?

P.A.

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Paulo Al-Funs

Alguém que escreve e às vezes também publica...

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