
Cartaz de “A Fraternidade é Vermelha”
Eu já tinha assistido aos 02 primeiros filmes da Trilogia das Cores (A Liberdade é Azul, 93 e A Igualdade é Branca, 94) do cineasta Krzysztof Kieslowski. A terceira parte até ontem, não. Gostei como havia gostado dos outros. É um filme intimista. E era o que meu estado de espírito queria. O filme: Segue a estrutura dos anteriores. Isto é, a vida é unida por um fio invisível que quer você tenha consciência ou não, nos faz estar todos conectados. Estando todos ligados, o que afeta um, vai chegar ao outro. A jovem Irène Jacob mora sozinha, mantém um relacionamento com alguém que está mais voltado para sua carreira (e portanto não a prioriza), vive uma vida independente, mas com um olho nos seus, um tanto preocupada com os altos e baixos do cotidiano familiar. Seu desejo de cuidar aflora ao atropelar Rita uma dog grávida, que salva ao levar para a veterinária a tempo de ser costurada, e que por conta do acidente também vem a conhecer seu tutor (não vou chama-lo de pai bichológico porque ele não é) ao qual Rita mantém sua fidelidade canina. Temos um tema canceriano para o qual o cineasta (do signo solar do caranguejo) tem na personagem Valentine um veículo pra sua expressão natural (o tema família, lar, cuidar, filhos é de extrema importância para as pessoas desse signo) do seu sol natal. Não correspondida pelo namorado ausente e pouco afetivo, longe do lar original, vai encontrar em Rita e seu idoso (e solitário) tutor, o objeto das suas atenções afetivas. O senhor é feito pelo grande Jean–Louis Trintignant, um juiz aposentado dado a atividades não lícitas, e que por ter exercido a profissão de julgar os outros “e decidir o que é verdade” como ele fala, também tem um conhecimento mais profundo da natureza e caráter humano. Enxerga a vida como ela é. Paralelo a essa história, transcorre a vida de Auguste (Jean–Pierre Lorit) também futuro, quiçá promissor juiz e sua parceira cujos caminhos (destino) sem ao menos saberem, estão sempre a se cruzar com a da jovem Valentine. Auguste, o apaixonado, é pai de pet e uma das cenas mais tristes se dá entre ele e seu filho peludo.
É um filme europeu emotivo, portanto, contido.
Podia ser melhor: a tela em wide em vez de cheia.
Ponto crítico: A imagem restaurada. Basicamente toda a primeira linha de cinema está sendo restaurada em 4K. Bacana. Só que ficou com uma imagem um tanto saturada (não é a palavra que queria usar, mas é a que surge) e em outros momentos está bem granulada.
Vale conhecer? Com certeza. Lembrando que o momento de assistir não vai ser quando tiver afim de ver uma comédia ou um filme de ação.
Astrológica
Jean–Louis Trintignant, nascido em Piolenc, França, às 7h00 da manhã do dia 11/12/1930,com o ☀️ 19°02 ♐, a 🌚 05°18 ♍ e o ASC 28°39 ♋
Irène Jacob, nascida em Suresnes, França, no dia 15/07/1966, às 8h30 da manhã, com o ☀️ 22°22 ♋, a 🌚 14°17 ♊ e o ASC 29°08 ♌
Krzysztof Kieslowski, nascido em Varsóvia, Polônia, no dia 27/06/1941, com o ☀️ 05°21 ♋

Valentine e o Juiz

Jean–Louis Trintignant

Mamy Rita

Rita e Valentine unidas

Auguste, verdadeiro pai de pet

Valentine posando para o comercial de chiclete
Paulo Al-Funs, autor
