Caminho
como se estivesse
no ar,
É uma sensação
estranha,
como explicar
não há…
E se não
há explicação,
então fico
assim,
meio aqui,
meio em outra
divagação…
Paulo Al-Funs
Caminho
como se estivesse
no ar,
É uma sensação
estranha,
como explicar
não há…
E se não
há explicação,
então fico
assim,
meio aqui,
meio em outra
divagação…
Paulo Al-Funs
Encontrei
teu nome na esquina
Vinha com licença poética,
me come, me fascina…
Não adianta
negar,
Quem me lê
talvez não entenda
mas racho
o bico,
quando escrevo escrotices
pra te deixar
horrorizado,
e com mais vontade
de me trepar…
Não tenho nada
além da pretensão,
tua energia
gasta em mim
uma satisfação,
teu veneno
eu transformo
em rimas,
em qualquer situação…
Continue assim
que está do jeito
que eu gosto,
Vou brincando
de diabo,
e tu sabe
que vai perder
a aposta…
Minha alma dissoluta
caminha e expulsa,
todos os demônios
que você me mandou
e continuo,
me alimentando
do ar envenenado,
que o vento agraciado
em meu vulto,
assoprou…
Paulo Al-Funs
Negra poesia
de tons berrantes,
Negra poesia
de caminhar vacilante…
Lenda poesia
de olhares tortos,
Lenda poesia
que me faz,
lembrar dos fortes…
Não sabes
mas fui elegido
um cruel,
Mentira! só
porque da minha língua
se sentia o gosto
do fel…
Vou te falar
que não sou
seu santo,
Se queres milagre,
joga pra outro
o seu manto…
Vou te falar
tu sabe
que quando quero
sou mais
que sincero,
então não amola…
Já cansei do teu lero…
🌿 esse poema está numa versão light (um estrofe foi suprimido, já que minha própria consciência me diz que estava a mais) 15/05/2019 – 10h30
Paulo Al-Funs

cartaz de “Bicho de Sete Cabeças“, 2000
Que filme poderoso! Foda aqui é pouco… é uma granada jogada na mente, na mente (que se diz) aberta, uma granada na mente do mais tolo dos tolos boçais de raciocínio atrofiado… E mais do que causar, é um filme que faz refletir, e refletir, até profundamente, se assim desejar o expectador… Explico, tem filmes que ficam ali mesmo no cinema, ou na sala ou quarto onde está sua TV, seu DVD, não importa, agora tem filmes (os que realmente eu curto assistir) que não saem de dentro você, você leva eles consigo, e eles penetram a tal ponto na sua pessoa, mudam seu raciocínio, seu conceitos, e te trazem experiências através do outro, do que você viu, assistiu, que é impossível ficar imune, e tocar a vida e continuar a pensar da forma como era… Bicho de Sete Cabeças é um desses filmes, não tem como ficar imune ao que se assiste e continuar acreditando que um lugar pode ser capaz de curar uma pessoa que quiçá, nem doente talvez esteja… Vamos ao filme em si: Neto um jovem normalíssimo, estudante, vivenciando seus anos verdes (juventude) é colocado sem ao menos esperar (de forma traiçoeira) num Manicômio (!!!!!), sim num manicômio, pela família após descobrirem que ele estava fumando baseado (maconha)… algo anormal até aqui?? Não, mas isso é motivo pra família, acreditar que pode resolver, o que eles acreditam ser um problema, encarcerando o jovem, e o entregando nas mãos das bestias figuras que geralmente se prestam a esse tipo de serviço nesse tipo de lugar… O que se segue após isso é pura porrada, no rosto, no estômago, nas idéias, no coração, não porrada no personagem, mas no expectador, que desce junto com o Neto pra esse submundo infernal, degradante, sinistro, e sem sentido algum de ser, uma filial do inferno de Dante na Terra… É duro, e você não sabe o que fazer, a não ser torcer pra que ele sobreviva… sim, a Esperança com tudo que a palavra possa significar, é só a ela que se possa se segurar… É um filme básico (produção) não se tem uma época claramente definida, feito com muita sensibilidade, e talento pela diretora Laís Bodanzky, num elenco em que basicamente todos estão afiados… Othon Bastos (ícone do cinema nacional) faz o pai Ignorante ativo, Cássia Kis Magro, a mãe, a Ignorante passiva, Daniela Nefussi é a inveja disfarçada em amor (fake) irmanal (a família), e no hospital, Altair Lima, e Jairo Mattos completam o quadro de seres repulsivos que queremos distância em nossas vidas… Gustavo Machado faz o amigo pau pra toda obra (uma delícia inconveniente) e os internos são puro show… Marcos Cesana tem uma entrega visceral, e o Gero Camilo, quantos prêmios esse fera já ganhou??? Rodrigo Santoro muito jovem e mostrando já a que veio, e o que viria a ser, um dos nossos maiores atores de tela brazuca, brilhando no mundo… Em tempo, mais, um motivo pra ver ou rever o filme, em tempos bicudos como o que estamos vivendo, é sempre bom estar atento a formas de “cala a boca” como o que o Neto viveu… o filme é baseado no livro “Canto dos Malditos” do Austregésilo Carrano Bueno… Imperdível…
04 🌟 🌟 🌟 🌟

Neto (Rodrigo Santoro)
Para além do cinema, meu destaque astro/cine (porque eu gosto)…
Rodrigo Santoro nasceu no dia 22/08/1975 com o 🌞 em ♌, a 🌚 em ♓ no comando das emoções, e o produtivo signo de ♉ em seu ASC… (mapa “C”)
Fonte do mapa: Constelar, mapa “C”, é um mapa que se tem todos os dados (dia, mês, ano, hora e local exato do nascimento) mas não se sabe exatamente qual a fonte…
Paulo Al-Funs, cinéfilo, que escreve poesias, amante de astrologia, e não sou crítico, só coloco minhas emoções a crédito das palavras pra dividir com quem gosta ou tem interesse também… vlw…

Foto de Machado de Assis recriada pelo movimento Machado de Assis Real
Aquele que é tido como nosso maior homem de letras, o gigante Machado de Assis, tem sua imagem reconstituída na forma tal qual ele realmente era… Um homem negro, com a cor e os traços marcantes característicos da sua origem… Houve por um tempo absurdo, que inclui os dias de agora, uma imagem do escritor numa pele embranquecida que não era a sua… Eis agora que o temos como de fato, era…
Agradecido!
Paulo Al-Funs
Boa noite pra nós!
Hoje é o Dia Internacional do Livro
Gostaria de compartilhar ao menos alguns que por um motivo ou outro tiveram muita importância na minha mente, na minha formação de leitor, e por extensão na minha própria vida…
Trapo de Cristovão Tezza – sem comentários, é um dos mais fascinantes da nossa literatura, li muito novo também, me marcou demais…
Bala na Agulha do Marcelo Rubens Paiva – acredito eu que ainda é atualíssimo esse livro, principalmente nos dias de hoje… li quando foi lançado,nunca me esqueci, só posso dizer que marcou…
Ciranda de Pedra da Lygia Fagundes Telles – li e reli (um dos poucos) na minha adolescência e é da minha autora brasileira do coração…
As Meninas da Lygia Fagundes Telles – gostaria muito de assistir uma versão cinematográfica desse livro, espero que um dia role…
Verão no Aquário da Lygia Fagundes Telles – li na minha adolescência, junto com os outros 02 acima citados…
O Morro dos Ventos Uivantes da Emily Brontë – li, e reli ( um dos poucos que reli na vida) é fascinantemente sombrio…
Jane Eyre da Charlotte Brontë – é da minha pré adolescência, amei…
A Idade da Razão do Jean-Paul Sartre – dizem que tu tem que ter a idade certa pra ler essa obra-prima, então eu tava no momento ideal… transmutou minha mente…
O Vermelho e o Negro do Stendhal – ainda não consigo falar sobre, li numa momento crucial da minha vida…
O Filho do Trapeiro do Kirk Douglas – uma das mais francas e verdadeiras autobiografias que já li de um grande astro hollywoodiano, indispensável pra qualquer cinéfilo como eu…
Jinetes en la Tormenta do John Densmore – livro de memórias do baterista da minha banda do coração The Doors…
O Escaravelho do Diabo de Lucia Machado de Almeida – foi o primeiro livro que li na vida e me despertou o amor, apego, e gosto pela leitura e literatura… até hoje…
Paulo Al-Funs
Minha vida nada mole
não transcorre,
ela desliza,
e se dissolve…
Minha vida nada mole
não caminha,
ela viaja,
aqui e ali,
como a lua
num chafariz…
Minha vida nada mole,
tem todos os sentidos
e motivos,
típicos,
de uma vida,
(nada) comum…
Paulo Al-Funs
Bruscas mudanças
o encontraram,
se perdeu
nas entranhas
de cenas
estranhas…
Viajou ao espaço
em busca,
de uma estrela
qualquer,
só viu
uma dama insana
chupando um picolé…
Mas foi
com a água
que bate
na encosta
que aprendeu
que o tempo
tem seu tempo,
e sabe a hora
de fazer
o que quer …
Paulo Al-Funs

cartaz de “Sem Destino” (69)
“Easy Rider” (no original) é um daqueles filmes que para o cinéfilo de carteirinha é tipo “tem que assistir ao menos uma vez na vida”… É também o tipo de filme que se tu for fã de cinema, talvez, tenha questionamentos pessoais pra se fazer… É a segunda vez que assisti ao filme, e pela segunda vez não consegui uma sintonia… São poucos os filmes incensados que eu assisti e não me diz nada… Tem filmes que caem no gosto do público, da mídia, de uma galera grande e viram fenômenos, sucessos, mas, por alguma razão, no sentido pessoal, não te diz muito ou nada… O filme em si: 02 motoqueiros traficantes, viajam em suas máquinas pelas estradas americanas, no final dos anos 60, em plena época de profundas transformações nos valores da sociedade (não só americana) da época… Não visualizam o futuro, a não ser a curtíssimo passo, não parecem ter muitas expectativas além do que rola no presente… Um dos motoqueiros é feito pelo Dennis Hopper (também diretor), um personagem tipo escroto (opinião pessoal) e outro feito pelo Peter Fonda, envolto numa vibe existencial… No percurso da dupla de amigos encontramos um solitário (fugindo do passado) a pegar carona,
encontramos uma trupe de artistas, entre esses a figura do Robert Walker Jr. filho do querido (meu favorito) psico-sociopata mor do Hitchcock (Pacto Sinistro) Robert Walker… encontramos mulheres, e entre elas, Toni Basil uma jovem (marcante) com discurso politizado… mas, o principal, é o encontro com o jovem Jack Nicholson… Com 32 anos na época, o ator já tinha feito alguns filmes, mas, ainda não havia decolado… “Easy Rider“ trouxe a oportunidade de mostrar ao mundo a que veio e o seu valor… O sucesso do filme o encaminhou para um estrelato que mantém até hoje, 50 anos depois… Enfim, “Sem Destino” é um clássico do cinema, um clássico da sua época, e geração (contracultura), e tem realmente de ser visto ao menos uma vez na vida, nem que seja pra dizer, (meu caso) que não rolou química entre a obra e seu expectador… ps: trilha sonora é puro rock incluindo a clássica “Born To Be Wild” do Steppenwolf…
03 🌟 🌟 🌟
Para além do cine, pra quem curte astrologia, e gosta de saber mais sobre seus ícones, o básico do básico…
Jack Nicholson, nasceu dia 22/04/1937, com o 🌞 passando por ♉, a 🌚 em ♍, e o signo de ♌ no ASC Dennis Hopper, nasceu em 17/05/1936, com o 🌞 também em ♉, a 🌚 em ♈, e o signo de ♐ no ASC Peter Fonda nasceu em 23/02/1940 com o 🌞 em ♓, a 🌚 em ♍, e o signo de ♊ no ASC Karen Black nasceu em 01/07/1939 com o 🌞 em ♋, a 🌚 e ♑, e o signo solar ♋ no ASC
Robert Walker Jr. nasceu em 15/04/1940 com o 🌞 em ♈, a 🌚 em ♋, e ♉ no ASC

Dennis Hopper (de chapéu), Peter Fonda (de capitão América) e Jack Nicholson (na garupa).
Paulo Al-Funs
Bom dia pra nós!!!!
Não é que eu goste só de arte mais antiga – vintage, é o termo? – mas eu acredito que arte não tem idade, e conhecer, ao menos algo do que já foi feito é fundamental… minha infância foi ouvindo muito rádio, porque era anos 80 e o rock nacional ‘tava estouradaço pra nossa sorte, todas as rádios tocavam, depois veio os anos 90, enquanto todo mundo curtia o som de Seattle, eu tomei o rumo oposto, e me desbundei com Jethro Tull, Uriah Heep, Black Sabbath, Led Zeppelin, Deep Purple, Creedence, Stones, Experience, Big Brother, Mutantes, Ramones, e e a lista é grande, mas todas as bandas que eu consegui conhecer e amar… dos anos 60, 70!!! Passei batido pelo movimento grunge… Só nos anos 2000, eu voltei a ouvir rock, feito na época, isto é rock dos anos 2000 feito nos anos 2000, e é muito bom também… Salve Pitty e uma galera ótima aqui no nosso Brasil…
Voltei de novo ao passado, e ressuscitei, 02 dos únicos cds (passado total) que eu tenho da época do CD… e é incrível, quando a arte é de primeira… não tem explicação, é um prazer só…
Pra quem não conhece, deixo aqui algumas dicas… vale conhecer…
“Beggars Banquet” eu acredito que não dá pra chamar de um clássico mas, é um disco foda dos Stones tem muito blues do sul americano, e ao menos 02 músicas que nunca vi incluídas em nenhuma antologia, mas, que são foderosas… mais que um álbum dos Stones, é trilha de uma fase pra lá de especial da minha vida…
O disco da banana do “Velvet“ marcou outra fase tão ou mais importante da minha vida, mais importante acredito, porque era a época em que estava na fase das descobertas, anos 90… É poesia, música, e vida cantada por quem simplesmente vivia a própria vida…
Júpiter Maçã é o cara, é dos anos 90, mas é o meu roqueiro dos anos 2000, é o cara pra se ouvir principalmente nessa época de tempos cascudos… “A Sétima Efervescência” obrigatório pra quem sabe que a vida é muito mais que post de rede social…
Por último, aquele que é uma velha novidade pra mim, mas, tenho curtido demais, chama “Heavy”, é de 1968, e o primeiro disco de uma banda chamada Iron Butterfly vale conhecer também…
*** Não mencionei lá em cima The Doors, e Pink Floyd, porque quem me conhece, sabe que são as bandas razão de ser da minha vida musical…
Paulo Al-Funs