O sol caminha,
por ♈,
exaltado,
nos sorri
mostrando
seu brilho,
revestido
em coragem...
O Sol ariano
cheio de energia,
dinamismo,
e loucas vontades
vem nos anunciar
um novo ciclo
a iniciar...
Bem vindo
seja então,
e que possamos
todos,
nos revestir
com a armadura
desse deus guerreiro,
e irmos,
em busca de nossos sonhos
mais verdadeiros...
Paulo Al-Funs
Autor: Paulo Al-Funs
Alguém que escreve e às vezes também publica...
Poesia simples, curta, e fina
Não, eu não desejo
mal a você
Por mais
que uma parte
de mim,
Ficaria feliz
em saber,
que um carro
te atropelou
e na sequência
um caminhão
não parou
e logo,
por cima de você, passou
Não, eu não desejo
mal a você...
Paulo Al-Funs
A cor de Deus
O Deus do amor
não tem cor,
não tem ego,
desejo e nem
preferências
O Deus do amor,
está em todos
os seres,
porque da luz
do seio D'Ele
os teve...
O Deus do amor
não reside,
na maldade...
Ele se espalha,
vive e brilha,
na diversidade...
Paulo Al-Funs
A discípula de Granamir
Não parava de fumar
ela não tinha vícios...
mas era um vício
seu tragar...
Pausa após o almoço
pausa para chaminar...
pausa... mais uma baforada
pra relaxar...
Seu nobre pulmão
resistia e insistia
'pare de me matar'
Era inútil seu clamar...
A jovem guerreira
marciana no falar
nem pensava
em parar,
sua boca nervosa,
sua língua ardilosa,
não poderiam suportar...
Mais um cigarro,
mais um fósforo,
mais um isqueiro...
Esse fogo esfumaçado
a fazia ejacular
Paulo Al-Funs
“A discípula de Granamir” está publicado no “Curtipoesia” , 2021, ed. Clube de Autores
A Terra
Calor de arrasar
Chuvas em outro,
lugar
A natureza
é diversa,
e aplica
a cada dia
o melhor
e o pior,
que há
A Terra
respira
e solta
sua brisa
É uma guerreira,
resiliente,
Difícil, imaginar
um planeta
cujos filhos
não cansam,
de machucar
A Terra
caminha,
em seu lento,
pulsar
Já não respira
direito
e o que vemos,
é o reflexo
do seu silenciar...
Paulo Al-Funs
Candidato n° 03 ‘O Inominável’ (É Ficção, não fake news)
Boa... vocês acharam que eu não vinha?
Eu só fujo de debates,
Mas me expresso
Com vontade
Pô, meu nome é Inominável
E nem sei
por onde começar
Mas se for
pra dizer a verdade
Eu posso confirmar
Que todos os nomes
Que vocês me xingam
É real e não tem
Como negar
Vagabundo, Genocida
Apologista de estupro,
Sem caráter, sem palavra
Traiçoeiro e até Cristão de Taubaté
Sim, são palavras duras, chucras
Mas que me definem
Como ninguém
Porque eu nunca
Gostei de enganar
Eu não presto
E dou beijinho no ombro
Pra quem quer me atrasar
Sempre fui meio cuzão
No passado era o Aristides
Quem me defendia
Hoje em dia
Tem milhares de outros
Saídos dos mais variados esgotos
E todos gozam
Da mesma falta de empatia
Ah, eu era verme sim
Meu negócio sempre
Foi trucidar
Por isso tô sempre cercado de Lixos,
Mas não deixo nenhum
Me ofuscar
São tantos os crimes
Que eu cometi...
Sentado no trono
da Presidência
Eu me expandi
Que Hitler, Stálin, Mussolini, que nada
Eu sou o maior Genocida
De toda essa rapaziada
Pode morrer velho, jovem, criança
Que eu não tô nem aí
Viram minhas fotos
Na praia esses dias
à me Divertir?
É, Eu Sou assim Mesmo
Um Vagabundo que adora
Refresco
Enchiente na Bahia?
Cara, tem muita gente no mundo, é bom "partir assim", sem burocracia
Não, eu não tô aqui
pra Socorrer Ninguém
Vocês têm que se fuder
Porque alguém tem que morrer
Me atacam porque
Não priorizei a vacina
Como assim?
Eu nunca neguei
Que matar é minha sina
Falam mal da minha família
Eu eduquei e ensinei meus filhos
a falar desde cedo
Rachadinha
Gostam de falar mal
Até do meu passado
E daí que eu levei chifres,
Isso não tira de mim
Meu status de Macho do Caralho
Falam de mim
Até nos meus
Momentos de lazer
Querendo me impedir
de sentir Prazer
Meu ânus flutua no ar
Quando estou numa moto
À cavalgar
São tantas picas
À me rodear
Que eu fico louco
E nem sei
por onde começar
Queria ter mil orifícios
Pra em todas sentar
Sim, você sabe
Essa birra que eu tenho de mulher
Nem precisa falar
Mas eu digo
É ciúme e inveja
Eu queria me soltar
Eu não aguento
Mais me repreender
As paredes desse armário
Sempre me fizeram sofrer
Sim, eu não cumpro
Nada do que falo
Até aí tudo bem
Só acredita
Quem é trouxa ou otário
Querem me colocar
Na cadeia porquê?
Eu não sou racista
Só acho que preto e índio tem que morrer
Tão sempre me levando
Mal na parada
Não sabe que eu gostaria também
de tomar banho
de urina de prata?
Pô, vou ficando
Por aqui
Desejo pra você
O que você deseja
Pra mim
Vamos todos arder
No Inferno
Numa fogueira
Sem fim
Lembre-se na hora
de votar
Eu sou aquele
Que não se pode nomear
Pode continuar
Batendo panela
Deixar vocês
Com ódio
É minha forma de amar
Paulo Al-Funs - autor
Verme é verme… de resto sem palavras pra você, GENOCIDA
poesia política… precisa de mais?
P.A.
Os Presidenciáveis (candidato n° 02) É Ficção (não fake news)
Olá, companheires
Eu sei quem são vocês,
E vocês sabem quem
Eu sou
Vocês se lembram de mim,
Porque também fui um Salvador,
Durante anos
lutei pra ser eleito
Ganhar a eleição,
E ser considerado Perfeito
Um dia finalmente
Eu consegui
Virei presidente
E coloquei toda nação
À me seguir...
Ah, aquela primeira vitória
Foi uma enrascada
Percebi que ganhar
Podia ser uma grande
furada
Tive que fazer acordos
sem fim,
Vocês sabem
o Congresso era uma alcatéia
Atrás de mim...
Sobrevivi a duros golpes
Os escândalos chegavam
E todos tinham como alvo principal a mim
Mas, passou e eu segui
Adiante
Presidente novamente
Eu consegui ser
Mas quem diria
O destino tava afim
de me fuder
Não, eu não era
um Santo
Mas, vamos combinar
Fazendo o que podia
Tirei a população
do pranto
Carne todo mundo
podia comprar
Carro, ccomputador
Casa pra (quase) todos
Tudo melhorou
E pobre passou
a ter poder aquisitivo
Tinha até dinheiro
pra comprar livros
Consegui que entrassem
pra faculdade
Antes uma instituição elitiva
Dentro do possível
Tudo caminhava bem
E verdade seja justa
Eu tirava o meu por fora, também
Mas, lesava e fazia
Ao contrário de outros políticos,
de mente vazia
Sim, abriguei
Minha própria quadrilha
Bom, vocês sabem
O Congresso é formado
por Lobos
que fazem de Brasília
a sua moradia...
Coloquei uma mulher
pra me suceder
Não queria um macho
Que não fosse me obedecer
Mas deu ruim né
E o pior aconteceu
Tudo começou
a andar pra trás
Tudo que eu fiz
Me acusaram de ter
Errado demais
Agora, tô de volta
à cena
Espero conduzir a nação,
De volta a arena
Dessa vez vou até
Apoiar mulheres e pretos
Afinal, todos merecem
Respeito
Bene e Painho
Não vão ser mais
Nossos únicos pretinhos
Trans e lgbts
Também são bem vindos
Afinal, um partido do povo
Tem que estar bem nutrido
Mostrarei a todos
Que uma nação forte
Se constrói com direitos
Na hora de apertar
o Botão,
Lembre-se eu sou o Lulão,
Eu tô Véio
Mas ainda do um caldo,
Lembra da foto
com o meu Coxão?
Paulo Al-Funs - autor
E aí Cidadão, é tu nossa melhor opção? Vai se reinventar ou dar sequência a mais decepção?
poesia política… aguarda que tem mais… P.A.
☆É Ficção Mesmo (e não fake news)☆ Os Presidenciáveis (candidato n° 01)
Meu nome é Morolovski
A nação já me conhece,
eu sou aquele juiz
da Odebrecht
Meu desejo de atuar
no teatro,
não vingou
Então virei ator
em forma de Doutor
Até que um dia
me cansei,
E decidido, proclamei
Está na hora
de me tornar um Rei
Aproveitei a oportunidade
que surgia,
E fui fudendo a nação
dia após dia,
Ah, era tudo programado,
Levei no papo
Até os especialistas
mais renomados
Não desperdiçei
meu tempo em vão,
Firme e forte segui
No calor do vento
Manipulando as emoções
Fui enganando
Todo mundo
Eu parecia Perfeito
um verdadeiro
Super-Homem...
Até que um dia,
Minha máscara caiu
e descobriram
Que não foi
a Montanha que me pariu,
Agora, eu era só um
Juiz Velhaco
Querendo Poder
Através dos meus simulacros
Tentei emplacar
O Extermínio dos Pretos e Favelados
Não consegui, fui um fiasco
Minha mulher me sacaneou,
Me entregou dizendo
Que eu era a mesma coisa,
Que o Bozo
O Dell sempre teve comigo,
nos divertíamos muito
em salas de bate-papo
de Putaria
Ele é flex
Eu sempre fui Ativasso
Ele continua comigo
Mas a gente finge
Que é só amigo
Nossa tentativa
de ficar,
com os milhões
da Vaza-Jato
Não funcionou
Vocês se lembram
que o golpe assinado
pela nossa parça
'Copia e Cola'
Fracassou
Sim, fui servir
o Demônio
pra ficar mais esperto
Me fudi legal,
O Demônio é tão burro
Que até parece esperto
Ele viu que eu era
uma Cilada
Me botou pra correr
Na butinada...
Agora, tô de volta
a cena
A nação precisa
de um herói Fajuto
E eu sei
Que tenho todos os Tributos
Na hora de apertar
o Botão
Lembre-se de mim
Sou o seu Juiz Safadão
Paulo Al-Funs - autor
Tá achando que vai ser fácil? Veste a carapuça e me processa ex- juiz safado…
☆ Poesia política e daqui a pouco tem mais…
Paulo Al-Funs
A República
A República
está falida
se perdeu
numa travessia
sem saída
Enganada e devassada
por alcoviteiros
de plantão
se tornou indigna
no mundo
representada
por toda classe
de políticos
abaixo de qualquer
padrão
Descemos num rolê
sem precedentes
o caos, a barbárie
cada dia
mais presentes
gritando
em insultos estridentes
Triste nação
a cada hora
que passa
mais uma desolação...
Paulo Al-Funs
Maestria
Circulam as palavras, no ar
Circulam os ventos
Que até a mim
as fazem chegar
Circulou o homem
Por inúmeros caminhos
Que um dia o trouxe
No lugar aonde está
Circula a vida
E o livre ser
Porque eterno é o homem
Em seu renascer
Circularam as idéias
as liras, e o entardecer
Circularam a poesia
as virtudes, e o amanhecer
Circulam as luzes
Mesmo quando a escurecer
E é assim, que o
absoluto é feito
Livre, e liberto
Pois, sem Liberdade
Não haveria sentido, algum
Em se viver
Paulo Al-Funs
☆ “Maestria” originalmente publicado na antologia poética “Timor Esperança“, 2000 (Shan Editores)
