Vaza Salles

Floresta Amazônica

O ministro vacilão
pediu pra sair
não quis insistir
optou em não ver,
a boiada seguir (?)

O ministro verdecida
largou atrás de si
sua escória (?)
sério?
Abandonou seu mentor
sem demora?

Vai ex ministro
da devastidão,
Tu e teu mestre
querem destruir
o mundo,
a começar pela
própria nação!

Paulo Al-Funs

O Homem do Braço de Ouro, 1955 (The Man with Golden the Arm)

cartaz do “Homem do Braço de Ouro

É um filmaço, eu não sei porque tava tão desejoso de escrever sobre ele, assisti anteontem, mas, sabia que tinha que escrever… meu texto mais recente publicado foi sobre um filme sobre alcoolismo, e por “coincidência” esse trata de um tema similar, que é o vício numa droga ilícita (heroína), o que acaba fazendo uma dobradinha… Voltando ao termo coincidência eu simplesmente não acredito que ela exista, como diz o mestre do clássico Adonai, são os livros que nos chamam, porque possuem algum ensinamento que naquele momento está nós sendo ofertada a oportunidade de saber, conhecer, aprender, e eu acredito muito nisso, e não acho que são só os livros, os discos (a música em si), os filmes, sempre são eles que nos chamam e se você prestar atenção vai ver que sim, que eles sempre tem alguma palavra/conhecimento/ensinamento que podemos agregar… vamos lá, o filme:

Frankie (Frank Sinatra)

Frankie personagem interpretado pela lenda Frank Sinatra, acaba de sair de um período de férias forçadas numa clínica do governo (prisão) onde estava pra se desintoxicar do vício que o dominava, e retorna ao seio (figurativo) da sua esposa fiel, e paralítica, disposto a mudar de vida não querendo seguir pelos velhos caminhos que o trouxeram até ali, e pra isso vai ter que travar uma luta interna (consigo próprio) e externa, com os demais (figuras do seu passado)… não vai ser fácil pra esse cara boa gente, cheio de boa vontade, e que realmente deseja/sonha uma vida melhor… ao seu redor há uma esposa chantagista emocional que quer que ele continue no mesmo ofício (jogador campeão de cartas em antros clandestinos – por isso é chamado de “braço de ouro”), e que é um atraso completo na vida dele (é feita pela lindíssima Eleanor Parker numa atuação que resume tudo o que uma esposa jamais deve ser), há o ex patrão que não aceita perder o seu melhor jogador e seu sócio (o traficante de heroína) que domina Frankie através do seu vício, aqui também não dá pra passar batido e não comentar a interpretação do ator Darren McGavin (o traficante), sinuoso, insidioso, venal, ambivalente, sedutor, além é claro de amigos que mais atrasam o seu lado do que ajudam, enfim… mas nem tudo está perdido, Frankie ainda tem alguém que o ama com sinceridade a ponto de acreditar nele e estimular sua vontade de vencer, sim é uma paixão, feita pela estrela Kim Novak… a loira é um mulherão, é uma mulher muito terrena, sensual, cheia de curvas, e um rosto de traços duros e sério, não é como a Marilyn Monroe por exemplo, a estrela blondie glamourosa e que tá mais perto de uma fantasia (um ideal de mulher/amante) do que uma mulher de carne e osso, Kim Novak não passa isso, ela é real, e sua presença física e a força de seus traços deixam isso muito nítido, ambos Frankie e Molly são dois personagens de caráter, lutando contra as intempéries da vida, e se virando como podem na luta pela sobrevivência… como Frankie quer crescer como músico, a trilha sonora é o mais fabuloso jazz que você vai ouvir, a música pulsa, é viva, tal como uma personagem da estória e não apenas uma acompanhante ela se faz presente ditando o ritmo, as pausas, os movimentos da câmera dando a impressão que toda a atuação do elenco, o desenrolar das cenas fosse feito pra acompanhar a trilha, e não o contrário (eu fiquei muito impressionado), o bom gosto e requinte do cineasta é um caso à parte, sou fã do trabalho do Otto Preminger (é o diretor de um dos filmes mais favoritos da minha adolescência “Bom Dia, Tristeza“) que me apresentou uma das minhas atrizes favoritas dessa época, Jean Seberg, uma princesa-deusa, única com seu cabelo dourado (originalíssimo pra época) bem curtinho, também dirigiu Anatomia de um Crime“, 1959” que devia ser assistido e conhecido por todas as feministas e por todas as pessoas que trabalham com a lei e que ainda culpam a mulher quando ela é estuprada (mais de 60 anos depois de realizado ainda temos o discurso da “mulher que foi violentada por causa da sua roupa”), sociedade não evolui né?

Kim Novak (Molly)

Outro lance que merece ser comentado é, toda a ação aqui se passa em cenários onde os personagens lutam pra sobreviver, isto é, um filme com personagens financeiramente pobres e que circulam em seus ambientes humildes, e isso é mostrado também de forma exemplar, o cinema brasileiro sempre mostrou mais esse lado da vida do brasileiro, mas, em Hollywood por conta da propria natureza do povo norte-americano, eles sempre preferiram mostrar o lado vencedor, isto é, o lado dos que “chegaram lá”, sim, mostra pobreza, mostra, mas não tanto como aqui, nua e crua, os cineastas europeus que fizeram a Hollywood clássica ser a “Hollywood clássica” faziam isso, mostravam através do seu olhar estrangeiro a outra face da sociedade americana, aquela que eles próprios (os americanos) nunca quiseram muito ver, às vezes (os cineastas) pagavam preços caros também, ora ameaçados, ora perseguidos, ora boicotados, mas eram gigantes e não se intimidavam (esse filme aqui não apenas foi dirigido como também produzido pelo Preminger, quer dizer, saiu $$$ do bolso do seu realizador), por último não tem como não falar mesmo, nunca fui especialmente tocado pelo ícone Frank Sinatra, mas o cara tá bom demais, ele simplesmente é o Frankie, sabe quando o ator parece ter encontrado a essência do seu personagem, é isso, Sinatra foi premiado com um oscar por sua atuação em A um Passo da Eternidade“, de 1953, mas, justiça seja feita, seu grande papel é esse aqui (sim, minha opinião) finalizando, a cópia em preta e branca está perfeita, e pra mim é um filme que merece ser visto no cinema, na maior tela que tiver, quem quiser conhecer ou rever, está no YouTube.

o cineasta Otto Preminger na labuta do seu ofício

Paulo Al-Funs

Poesia pra românticos enamorados…

Vou fazer 
um verso
pra você

Um verso
pra você ler
e não me esquecer

Vou fazer
um verso
leve, simples
pra você entender

Vou falar
do que tenha
sentido pra mim,
e mesmo assim
fale de você...

Paulo Al-Funs

King Cobra (2016)

cartaz de “King Cobra

A primeira surpresa foi ver Christian Slater (um crush dos 90), depois de muito tempo… e, é claro, a constatação que o tempo passa pra todos… Christian está bem, com bem menos cabelo… uma infâmia a pessoa ter que ficar com o cabelo ralo depois de penetrar o caminho de outras idades… Eu nem sei como cheguei a esse filme… tenho a impressão que ele se jogou na tela e falou, “me consome, please”... e foi o que eu fiz…

O filme: jovem (bem jovem mesmo) quer se tornar um astro pornô, vai atrás do seu sonho… e encontra um produtor / diretor disposto a realizar seu desejo… mas, no meio do caminho tinha uma pedra… ou melhor tinha outro(s) perus… reduzindo ao máximo é isso… mas, não só… Spoiler? Sim, e não… O personagem do ator Garrett Clayton é um jovem gay que quer unir o útil ao agradável (fazer filmes pornos, trepar com vários, gozar, ser pago pra isso e de quebra ficar famoso – uma estrela)… se une ao diretor feito por Slater e assim começa uma bem sucedida carreira no pornô gay… um detalhe que talvez não caberia e não tava no contrato: O diretor além de se envolver com seu contratado, também acaba se apegando (o que vai dar ruim!)… Do outro lado dessa cena, vai rolando outro caso de cores parecidas… o diretor feito pelo James Franco (outro crush, mas de agora) tem um relacionamento com o ator de seus filmes (também porno gay) o que torna a relação de ambos bem mais intensa, com a diferença que no primeiro casal, o sexo é só permitido no trabalho, isto é, na hora de gravar, já com o segundo casal, o personagem do Franco, explora sexualmente seu parceiro (Keegan Allen), levando-o a prática de programas extra filmagens (o que também não é saudável pra relação deles)…e em algum momento o destino dos 04 ou das 02 duplas vai se encontrar…

Garrett Clayton

O mais interessante no filme, é mostrar como não existe gênero quando o assunto é sentimentos, emoções e relacionamento… aqui fica claro, que não é necessário um casal ser hétero, pra vivenciar todos os piores dramas que uma relação a dois pode ter… ciúmes exagerados, falta de confiança, controle excessivo, controle financeiro, medo da perda e por aí vai… é um filme sério (ao contrário do que possa parecer), uma produção básica e que funciona bem… merece ser conhecido…

Keegan Allen

Paulo Al-Funs, cinéfilo

Sob o signo de ♏

Enquanto me ponho a escrever, o sol continua seu princípio de caminhada no signo de ♏, iniciada no final da noite de ontem… ♏ o 8° signo zodiacal, do elemento água, de ritmo fixo, e um dos mais misteriosos e fascinantes signos da astrologia… ou ao menos um dos que passam essa impressão… ♏ desperta interesse, escorpianos/as costumam causar aquele aaah, quando respondem pra alguém que lhes perguntou, qual o seu signo? O mistério escorpiano é causado pelos próprios nativos que buscam ocultar uma característica marcante da sua natureza através de uma luz esfumaçada onde não permitem ao outro ver o que não querem mostrar… cada um se protege como pode… É desconfiado por natureza, e mesmo após conhecer e se tornar mais próximo/a de alguém, independente do tipo de relação que tenha (amor/amizade/sexo/romance/trabalho/social) vai estar de tempos em tempos testando o relacionamento… escorpianos/as fazem testes pra verem como está a relação e se é realmente o que parece ser… pra testar um namoro (afeto) pode fazer sua parceira/o se sentir a criatura mais desprezada possível (e descartável)… pra testar sua fidelidade é capaz de joguinhos ultrajantes, e não te respeitará se você for embora na primeira briga que tiverem (depois das primeiras doses de veneno)… inclua aqui uns bons tapas (e não tenha a ilusão de que isso não vá ocorrer)… seus sentimentos são profundos e se você vai mergulhar neles, é bom ter idéia da águas pantanosas que está se metendo (em outras palavras = não pensa em brincar com eles)… sempre que um escorpiano/a falar com vc, preste atenção e leve a sério, se vc é mãe/pai/tutor de alguma criança escorpiana/o não mande, peça educadamente a ele/a que faça o que você está pedindo (não arrume problemas futuros, porque certamente você vai ter se não souber conduzir logo no início uma boa relação)… a água de escorpião é congelada, suas emoções e lembranças não estão no passado, estão no aqui/agora, por isso que quando eles resolvem tirar alguma história a limpo, mesmo que tenha sido a um bom tempo atrás, eles a vivenciam no presente com a mesma intensidade da época em que aconteceu… quando cismam com alguma coisa e partem para as provocações e percebem depois que estava tudo certo, voltam ao seu normal. Possuem um faro de detetive. Escorpianos/as pegam no ar quando tem alguma coisa errada (não é preciso falar) e quando conhecem alguém tem o dom de pegar naquela pessoa o que ela não gostaria, isto é, o lado b… escorpianos/as não compram a imagem que você está querendo lhes vender! é um signo de pessoas altamente sexualizadas, mas, ao que se consta, amar mesmo, é só uma vez na vida… as mulheres desse signo vão estar sempre buscando mudar os homens com que se relacionam… ambos, homens e mulheres são ciumentos e possessivos!

Como pretendo assistir nesse período apenas filmes de natureza escorpiana, são deles que vou estar comentando aqui nos próximos 30 dias…

Paulo Al-Funs… poeta, cinéfilo, astrólogo, … 💔

Dia sim, ou, talvez…

Todo dia
uma chuva,
Todo estação,
mais um verão
Todo dia,
algo fica pra trás
Todo dia,
vem uma nova canção

Todo dia acordamos
com ou sem esperança
mas, desejando
um bom dia,
pra quem conhecemos,
pra quem,
não temos nenhum
sentimento,
a não ser,
uma leve lembrança…

Paulo Al-Funs

Matou a Família e Foi ao Cinema (70)

cartaz de “Matou a Família e…”

Sui generis

A começar pelo título, que é um dos mais originais do cinema (todos os cinemas).

É tudo muito simples, aparentemente difícil (eufemismo pra sem pé, nem cabeça) no princípio, mas, não é… acompanha-se… Aparentemente, são pessoas (personagens) vivendo no limite, e que decidem transgredir… É um bom cinema – jamais tosco – já que se sente que a sensibilidade é um luxo do diretor na manifestação de sua essência ao mostrar um mundo em seu ardor… Complexo? Não… desde que você siga o fluxo…

Renata Sorrah muito jovem, faz uma persona cinematográfica, digna de sua grande carreira de atriz, sempre doando sua voz e corpo em altas interpretações de personagens únicas… Márcia Rodrigues, sua partner, é uma atriz muito bonita e de presença…

Renata Sorrah e Márcia Rodrigues

Há mais de uma estória, numa delas, um homem, sensível a teores alcoólicos, decide enviar sua família, após um drama caseiro, para viver em outro plano, mais etérico…

Me falta uma palavra pra falar do cineasta Júlio Bressane… vou chamar de essencial… Toda arte precisa de seus alternativos…

A cena da tortura, é pra deixar inesquecível, o que nunca se deve esquecer… o sinistro que aconteceu nesse país na época da realização (antes e depois) do filme, 1969…

Paulo Al-Funs

Rock e homens bonitos

“Apolo e as Musas” de Simon Vouet

Sempre gostei de rock e homens bonitos…

Escuto rock desde a infância, porque foi o gênero, que a vida toda, desde a infância aos dias de hoje, me identifiquei, e fala às minhas emoções…

Meu primeiro, ídolo, surgiu só na adolescência, o Billy Idol… 
adorava, seu som, leve e pra cima…
o primeiro pagamento do meu primeiro trabalho, corri até uma loja de som, e voltei pra casa, com o segundo disco lançado do cara… aquele disco, que ele  com um crucifixo no peito… Também, foi meu primeiro tesão, no rock… Aquele blondie me arrepiava os pentelhos do cool… 

Escutei muito o rock dos 80, seja nacional ou gringo, respirava aquela vibe…

A foto do disco da Legião” (Que País…), com a sua formação clássica, teve um impacto imenso em mim, não se falava em representatividade no final dos 80, mas, ver o Negrete ali… me senti, muito bem representado… décadas depois, deixo aqui minha gratidão, até nisso a Legiãofoi mais… e seu batera, de olhar dúbio, era uma delícia também…

Mas minha queda era mais pra gangue do outro poeta, o Barão quem já viu o jovem Frejat, sabe que era um Apolo… quem o conheceu intimamente deve ter recordações divinas…

Havia inúmeras bandas, cada uma com um som tão bom quanto outro… não dá pra enumerar todas… mas, todas que eu escutei amei e me fizeram muito bem…

    Amei também a Violeta de Outono… banda mais alternativa…

    Paulo Ricardo, era gato mesmo, tinha uma legião de fãs mulheres que o adoravam, e uma legião de fãs homens que o odiavam pela inveja que sentiam de ver a mulherada babando por ele… sua gangue RPM deixou inúmeros clássicos…

    No início dos 90, desbundei no passado, e deixei pra trás o rock / pop que me viu crescer…

    Era a vez agora do The Doors, Pink Floyd, Led Zeppelin, AC/DC (com Bon Scott), do Iron (c/ Paul DiAnno), Jethro Tull, Uriah Heep (c/ David Byron), Deep Purple, Black Sabbath, Rolling Stones, Creedence Clearwater Revival, Big Brother (c/ Janis), Experience, Mutantes, e muitos outros…

    Somente, nos anos 2000, voltei a escutar rock atual, o rock do momento (surgiu muitas bandas legais), e também foi nos 2000, que voltei a escutar o bom e velho rock brazuca da minha infância e adolescência…

    Groupies são mulheres fãs de rock, que segundo se diz, tem tesão em trepar com os caras…

    Nunca tive vontade de ser uma… Afinal, sou gay, mas… deixo aqui a minha listinha, que se tivesse tido a oportunidade, ficaria de 04, de lado e babado…                                              

    Anos 2000
    Josh Homme 

    Anos 90
    Liam Gallagher
    Tim Commeford

    Anos 80
    os já citados acima

    Anos 70
    David Gilmour

    Anos 60
    Brian Jones 
    Johnny Echols
    Jim Morrison 
    Jack Bruce

    E muitos outros, mais…

    Na brazuquidade, a geração dos 60, tinha uns tipos que além do talento, carisma, eram bem… delícias mesmo…

    Jorge Ben Jor
    Antônio Marcos
    e os irmãos Corrêa
    Renato, e Ronaldo

    Enfim, quem amou ou simplesmente se lambuzou, provavelmente, gostou…

    Paulo Al-Funs

    Versos

    Hoje é
    um dia,
    um lindo dia,
    que seja só
    de pura alegria

    Hoje é
    o dia,
    o dia que
    precede o amanhã,
    e depois
    do dia de amanhã,
    o que nos
    espera,
    alguém saberia?

    Hoje é,
    amanhã será,
    e, o que for
    depois,
    da próxima manhã,
    já não mais
    se repetirá…

    Paulo Al-Funs