Passando aqui pra indicar 03 filmes que assisti recentemente, pra quem já assistiu a muito tempo, vale rever, pra quem não conhece, uma boa viagem…
Preciosa: Uma História de Esperança (2009)

Cartaz de “Preciosa”
O longa narra a trajetória de Precious uma jovem estudante que sonha em ser uma celebridade mas na vida real sofre as muitas dificuldades de ter um corpo com mais volume que gostaria, e por conta disso ser ridicularizada na escola, na vizinhança, e passar por tormentos inimagináveis dentro da própria casa. Nada é fácil pra ela. O mundo real é muito duro e as pessoas deste mundo movidas a crueldade não lhe favorecem… “Preciosa” toca em temas extremamente sensíveis (o filme é de 2009, portanto já estava antecipando assuntos que explodiriam nos anos por vir). A história em si se passa na década de 1980, e é espantosa como parece agora… Gabourey Sidibe dá vida a Precious e é impossível imaginar outra atriz fazendo a personagem. Mas o meu olhar especial vai para Mo’Nique a atriz (com letras garrafais) que faz a genitora de Precious, desde já uma das maiores e mais horripilante interpretação de uma “mamãezinha querida” que eu já assisti na tela. Assisti a cerimônia em que ela ganhou o Oscar (uma das vitórias mais justa da Academia) e o discurso que fez. A mulher é foda. O filme é majoritariamente realizado por artistas negros Lee Daniels (direção), Geoffrey Fletcher e Sapphire (roteiro), Tyler Perry e Oprah Winfrey entre os produtores. No time de elenco formado por atores e atrizes negros, pardos e latinos talentosos para minha surpresa (não reconheci em momento algum) estavam Mariah Carey e Lenny Kravitz, estrelas da música que mandaram muito bem em suas atuações!
Vale conhecer!

Gabourey Sidibe (Preciosa)

Precious…

A pior genitora da tela…

Escola alternativa

Com as colegas de classe Amina Robinson, Angelic Zambrana, Stephanie Andujar

A surpresa Mariah Carey

Mais surpresa… Lenny Kravitz

Gabourey Sidibe e Mo’Nique
Corra! (2017)

Cartaz de Corra!
Corra! me chamou atenção fins do ano passado quando vi um trailer do filme no meu Insta… Resumo básico sem spoiler… É um horror psicológico daqueles bons que eu não assistia a muito tempo… Jovem num relacionamento afetivo viaja com a namorada para conhecer seus pais… É o tipo de história que se for usar o lugar comum, da pra dizer que tem muitas “camadas”… O cineasta (Jordan Peele) criou aquela atmosfera típica de filmes dos anos 80 (aqueles filmes que nós os expectadores sabiamos que tinha um monstro à solta, mas os personagens do filme, não, e que quando se encontrassem, ia dar ruim) que deixava “a gente” arrepiado com o que não aconteceu mas estava por vir… Pois você se arrepia desde o princípio com Corra! A primeira parte é perfeita… A segunda é inacreditável na sua ousadia… o roteirista que é também o diretor jogou uma ficção barata típica de filmes B dos anos 50, acrescido de temas sociais muito importantes no nosso momento (racismo, classismo, cordialidade à brasileira, “desconstrução” de preconceitos), aliado com o elemento “medo” (que começa induzido pelo título) chegamos a esse filme realmente bom, muito bom. É um experimento que deu certo. Nas mãos de um cineasta não tão habilidoso, poderia ter virado um desastre, nas mãos de um diretor de primeira linha, virou um longa que se assiste arrepiado. Olhar especial para o Daniel Kaluuya… Corra para conhecer…

Daniel Kaluuya e LaKeith Stanfield (de costas)

Daniel Kaluuya e Allison Williams

Cordialidade à brasileira

Catherine Kenner

Betty Gabriel

Lil Rel Howery, o herói
Morra, Amor (2025)

Cartaz de “Morra, Amor”
É um filme que quero rever. Quando o filme me parece e tem elementos que pode ser melhor do que a primeira impressão que eu tive, é algo que eu me permito. O Filme: Jovem casal vai morar na casa abandonada de um parente morto, com as ilusões que todo tipo de mudança permite, mas, em algum momento a realidade (rotina) caí sobre eles, e pesa a tal ponto que parecem não ter como escapar, sendo que a personagem feita pela Jennifer Lawrence é a que mais padece, deslizando rapidamente para abismos cada vez mais profundos… Relações entre casais que vão se tornando densas sempre estiveram presentes na tela, mas, aqui faltou (pra mim) o fator identificação. E também não senti empatia alguma por eles. O que gostei realmente foi da presença da Sissy Spacek (que faz a mãe do Robert Pattinson), e tem no elenco também o astro veterano Nick Nolte (na ativa com 84 anos!). Pra quem curte histórias densas, vale conferir.

Em público tudo é lindo…

… mas, lágrimas escorrem longe dos olhares alheios…

… quando seu parceiro também não sabe como mudar…

… e você chega num ponto que quer se auto-finalizar…

… é melhor desabafar…

… ou encontrar outro alguém pra trepar…

… nunca esquecendo, que nem todos os casais, foram feitos para durar…

… e que o amor um dia pode se transformar…💔
Paulo Al-Funs, autor
























































