Podia
rimar
sobre
o azul /
cinza
do mar
Sobre
as ondas
que não
tem
como
desembarcar
ou
sobre
a areia
que
marcou
meus
passos
ao
caminhar
Podia,
e o que
iria
mudar?
Paulo Al-Funs
Podia
rimar
sobre
o azul /
cinza
do mar
Sobre
as ondas
que não
tem
como
desembarcar
ou
sobre
a areia
que
marcou
meus
passos
ao
caminhar
Podia,
e o que
iria
mudar?
Paulo Al-Funs
O despertador
tocou,
o dia anunciou
Vamos acordar,
lutar, e
correr atrás
A luta
que se segue
é a luta
por mais
um dia de paz…
Paulo Al-Funs

Que o Sol brilhe
e sua luz,
nos enalteça
e tocados pela grandeza
do seu iluminar,
também possamos, nos
Agraciar…..
Paulo Al-Funs
O amor
encontrou
seu dia
pra comemorar
Era necessário
os amantes
terem
sua liberdade
pra se amar
O amado
meu está
por aí…
seu nome
eu não sei
Amei seu corpo
ao afeto
não me entreguei…
Paulo Al-Funs
Enquanto
sinto o frio
chegar,
busco o cobertor
pra minha pele
esquentar
Enquanto
um outro amanhã
não vem,
me pego pensando
será que será
igual,
ao dia de ontem
também…
Enquanto
tudo se mostra
tão claro e sem
sentido,
também é preciso,
(me) lembrar,
que eu não tenho
que explicar,
já que nunca fui
o dono
do meu destino…
Paulo Al-Funs
acordou
para o banho
matinal
seu corpo calorento
pedia água, e
sal
enquanto
a cair,
a água do chuveiro
frio,
queria sorrir…
…ao terminar
de se secar,
olhou,
para o Sol
brilhando na janela
lá fora
nos acenando
pra mais um agora…
Paulo Al-Funs
Caminho
como se estivesse
no ar,
É uma sensação
estranha,
como explicar
não há…
E se não
há explicação,
então fico
assim,
meio aqui,
meio em outra
divagação…
Paulo Al-Funs
Encontrei
teu nome na esquina
Vinha com licença poética,
me come, me fascina…
Não adianta
negar,
Quem me lê
talvez não entenda
mas racho
o bico,
quando escrevo escrotices
pra te deixar
horrorizado,
e com mais vontade
de me trepar…
Não tenho nada
além da pretensão,
tua energia
gasta em mim
uma satisfação,
teu veneno
eu transformo
em rimas,
em qualquer situação…
Continue assim
que está do jeito
que eu gosto,
Vou brincando
de diabo,
e tu sabe
que vai perder
a aposta…
Minha alma dissoluta
caminha e expulsa,
todos os demônios
que você me mandou
e continuo,
me alimentando
do ar envenenado,
que o vento agraciado
em meu vulto,
assoprou…
Paulo Al-Funs
Negra poesia
de tons berrantes,
Negra poesia
de caminhar vacilante…
Lenda poesia
de olhares tortos,
Lenda poesia
que me faz,
lembrar dos fortes…
Não sabes
mas fui elegido
um cruel,
Mentira! só
porque da minha língua
se sentia o gosto
do fel…
Vou te falar
que não sou
seu santo,
Se queres milagre,
joga pra outro
o seu manto…
Vou te falar
tu sabe
que quando quero
sou mais
que sincero,
então não amola…
Já cansei do teu lero…
🌿 esse poema está numa versão light (um estrofe foi suprimido, já que minha própria consciência me diz que estava a mais) 15/05/2019 – 10h30
Paulo Al-Funs
Minha vida nada mole
não transcorre,
ela desliza,
e se dissolve…
Minha vida nada mole
não caminha,
ela viaja,
aqui e ali,
como a lua
num chafariz…
Minha vida nada mole,
tem todos os sentidos
e motivos,
típicos,
de uma vida,
(nada) comum…
Paulo Al-Funs