Vamos de música

Bom dia pra nós!!!!

Não é que eu goste só de arte mais antiga – vintage, é o termo? – mas eu acredito que arte não tem idade, e conhecer, ao menos algo do que já foi feito é fundamental… minha infância foi ouvindo muito rádio, porque era anos 80 e o rock nacional ‘tava estouradaço pra nossa sorte, todas as rádios tocavam, depois veio os anos 90, enquanto todo mundo curtia o som de Seattle, eu tomei o rumo oposto, e me desbundei com Jethro Tull, Uriah Heep, Black Sabbath, Led Zeppelin, Deep Purple, Creedence, Stones, Experience, Big Brother, Mutantes, Ramones, e e a lista é grande, mas todas as bandas que eu consegui conhecer e amar… dos anos 60, 70!!! Passei batido pelo movimento grunge… Só nos anos 2000, eu voltei a ouvir rock, feito na época, isto é rock dos anos 2000 feito nos anos 2000, e é muito bom também… Salve Pitty e uma galera ótima aqui no nosso Brasil

Voltei de novo ao passado, e ressuscitei, 02 dos únicos cds (passado total) que eu tenho da época do CD… e é incrível, quando a arte é de primeira… não tem explicação, é um prazer só…

Pra quem não conhece, deixo aqui algumas dicas… vale conhecer…

“Beggars Banquet”  eu acredito que não dá pra chamar de um clássico mas, é um disco foda dos Stones tem muito blues do sul americano, e ao menos 02 músicas que nunca vi incluídas em nenhuma antologia, mas, que são foderosas… mais que um álbum dos Stones, é trilha de uma fase pra lá de especial da minha vida…

O disco da banana do “Velvet marcou outra fase tão ou mais importante da minha vida, mais importante acredito, porque era a época em que estava na fase das descobertas, anos 90… É poesia, música, e vida cantada por quem simplesmente vivia a própria vida…

Júpiter Maçã é o cara, é dos anos 90, mas é o meu roqueiro dos anos 2000, é o cara pra se ouvir principalmente nessa época de tempos cascudos… “A Sétima Efervescência” obrigatório pra quem sabe que a vida é muito mais que post de rede social…

Por último, aquele que é uma velha novidade pra mim, mas, tenho curtido demais, chama “Heavy”, é de 1968, e o primeiro disco de uma banda chamada Iron Butterfly vale conhecer também…

*** Não mencionei lá em cima The Doors, e Pink Floyd, porque quem me conhece, sabe que são as bandas razão de ser da minha vida musical…

Paulo Al-Funs 

Tempos Modernos

Tempos Modernos – É filme de gênioCharles ou Charlie Chaplin era um gênio do cinema… Pra qualquer pessoa, mas, especialmente pra quem trabalha com cinema, com humor é indispensável, assistir, conhecer, Tempos Modernos“… É uma sátira? Não sei, só sei que é implacável na sua pintura da sociedade moderna – o ano do lançamento é 1936! – mais que uma sátira, é uma comovente história, com muito humor, e uma crítica pra lá de construtiva, encima dos rumos que o homem da Terra, tomou em direção a perda da sua humanidade… O eterno vagabundo, aqui, se disfarça de operário, e numa sucessão de gags divertidas e originais vamos acompanhando seu embate com a sociedade moderna… O nosso herói vai mostrando sem jamais perder a piada, todo o sistema oprimido e opressor que consome e consumiu o homem até chegar aqui, nos dias de hoje… Chaplin é totalmente revolucionário e anti-sistema… A sociedade que está aí e o rejeita, também não o atrai e ele não deseja fazer parte dela… Não alivia pra ninguém, é início dos anos 30, e tá tudo lá, todos os mesmos personagens que conhecemos no mundo do agora… O boss da fábrica pensando no seu lucro, os sacanas que só pensam em se unir aos poderosos, esmagando ainda mais as máquinas humanas, a greve dos operários tachados de comunistas por lutarem por seus direitos, assim como a brutalização com que são reprimidos, como são até hoje todos aqueles que ousam levantar sua voz por mais direito e justiça, os deserdados da terra, que não possuem nem trabalho, nem moradia, e são levados ao crime na luta por sobreviver, a antipatia e o julgo daqueles que do alto do seu bem estar sempre colocam alguém na cruz… Tá tudo lá, ou aqui… Seu personagem é um sonhador, e um mágico também, alguém já disse que é um personagem netuniano, e é verdade, a presença de  ou seu pai Netuno, se faz totalmente presente nesse solitário que enfim, encontra aqui, uma partnerPaulette Goddard, dá um choque, assim que surge, é elétrica, e não tenho outra palavra melhor pra descreve-la… foi sua mulher / esposa na vida real – independente de papel, não eram legalmente casados – ela brilha, é um sol, de vibe ultra positiva, talentosa, carismática e com um rosto perfeito… A cena dos dois na relva, se olhando… é amor de verdade, e tão transparente, que você apenas sente… Tempos Modernos” não é apenas o seu último filme mudo – aliás, nem totalmente mudo ele é – mas é um dos maiores clássicos da história do cinema, indispensável pra quem quiser conhecer um pouco do universo interior tão rico desse gigante que é um dos maiores Ícones das telas…

Spolier:
02 cenas no estilo rindo até 2030… Charlie na cela da prisão, sentado ao lado de outro detento, que com uma linha na mão, tenta enfiar no buraco da agulha e nosso herói dá um salto e de pé cola a bunda na parede… outra, também na prisão, um outro detento, joga a poeira que tinha escondido no saleiro, e nosso herói, a joga na sua comida, sem saber e fica doidão!… Show de mais… E isso foi em 1936! O mundo pode até ser moderno… mas os tipos que habitam nele estão e estavam todos aí, a eras de existência… Imperdível…

05 🌟🌟🌟🌟🌟

Pra além do cine: Charlie Chaplin, nasceu em Londres, às 8hOO da manhã, no dia 16/04/1889 tendo o 🌞 no signo de , a 🌚 passando pelo signo de , com o ascendente também em Paulette Goddard, nascida no dia 03/06/1910, com o 🌞 no signo de  e a 🌚 transitando no signo de ♈…

Chaplin (fonte) sua autobiografia, Paulette, não conheço o mapa, dados do dia, na Wikipedia.

Sobre esse espaço, no blog, não sou critico de cinema, sou só um apaixonado por filmes, e escrevo apenas pela ótica da minha percepção…

Paulo Al-Funsautor

Quarta morna

A quarta
é morna,
seu calor
brilha
como bigorna

Trás inspirações
esquálidas,
como posts
de rede pálida

Hoje por mais
um dia,
senti náuseas
de algumas
cenas que vejo
na ausência
de verdades
ficam criando
floreios…

Mas enfim
há um pouco
de brisa
e calor
e que o tédio
que algumas figuras
me causam,
não me trague
mais furor…

Paulo Al-Funsautor

Curtipoesia

Foram cerca de 💯 posts entre poesias, poemas, comentários sobre cinema e astrologia publicados na curtipoesia.online que estava em outra casa (servidor) e até pensei em trazê-los pra cá no Word mas, não vira… Talvez, a coluna de filmes eu traga, mas, não consigo olhar pra trás, e é sempre numa nova criação que eu penso, no novo verso, na nova rima, mesmo sendo tão repetitivo (mas como disse uma vez uma grande poeta, todo autor só tem uma voz, então as repetições são inevitáveis)… Provavelmente, vou fazer uma antologia, e deixar publicada de alguma forma, online ou não… Vamos ver, o tempo e meu coração é que vão dizer…

Paulo Al-Funsautor

A Mulher

A mulher
sorri, caminha,
passeia

A Mulher
desliza, desfila,
incendeia

A Mulher
é a sensibilidade
mesmo com ares de razão
se não existisse
no mundo,
o que seria
de nossas vidas,
então?

Difícil
em palavras expressar
tudo o que
uma mulher pode
significar…

Então,
caio no lugar
comum,
e proclamo,
que a Mulher
foi feita pra amar,
e principalmente,
respeitar…

Paulo Al-Funs 

Meus parabéns a todas as Mulheres

Oscar 2019

Hoje tem a maior festa da indústria do cinema, a entrega do Oscar, como bom cinéfilo que sou, apaixonado por filmes, devia ter escrito algo, mas, deixei passar…. Fica, aqui minhas expectativas e torcida, para Willem Dafoe, para Amy AdamsGlenn Close (pela sua grandeza e tudo o que já fez) e Lady Gaga (sempre escalando montanhas com sucesso) e o foderástico Spike Lee na direção!!!

Cantando na Chuva (52)

Minha homenagem ao mestre Stanley Donen, que partiu recentemente…. quem nunca assistiu (e não se encantou, se apaixonou e se divertiu) com Um Dia em Nova York“, Sete Noivas para Sete Irmãos“, e o clássico mais perfeito da história dos musicais, Cantando na Chuva“, simplesmente não viveu na Terra Brilha no céu, Mestre 😘!!!!

Paulo Al-Funs, cinéfilo 

Foto: web 

Em busca de um nome…

Correu o homem
na memória,
Foi buscar seu nome
na história
Visitou um passado
de laços complexos
e enebriantes,
Escolheu uma recordação,
por si só,
menos extenuante…

Ao chegar
ao antigo palácio
de reis alados,
viu que seu nome,
estava lançado,
num ritual sagrado

Nem Circe, nem as sereias
poderiam libertá-lo,
seu feitiço,
era próprio… por si mesmo
fora picado…
Num piscar de olhos,
correu daquele sufoco,
acordou meio tonto
quando percebeu
o entorno…

Nem chifres,
nem guias o detinham,
estava em mãos maiores,
que não sabia,
mas que tinham
nas palmas,
sua vida, sua valentia…

Paulo Al-Funs