O Alfaiate do Panamá (2001)

Cartaz de “O Alfaiate”

Ai, ai, ai… não resisti…

É uma novidade no app que sendo sincero, tá com um catálogo bem interessante. Depois de 03 anos sem acessar e retornar este ano, fico feliz que esteja com bem mais diversidade do que quando parei de consumir. Meu app do coração é outro onde de cada 10 filmes que aparecem eu tenho vontade de assistir 11. Esse daqui, embora seja o grande querido da maioria, quando eu parei de consumir foi justamente pelo motivo inverso, de cada 100 filmes mostrados eu só tinha interesse em assistir (se tanto) uns 10. Motivo que deixei de lado. Agora há muito o que escolher pra assistir. Cinema não pode ser resumido a filmes recentes. Esse “Alfaiate” (entre outros inúmeros outros títulos) realizado no início dos anos 2000 mostra como estão mais abrangentes.

Rush e Brosnan

O filme: Nunca foi grande coisa. Nem no seu lançamento, e nem agora. Há filmes que o tempo deixa bem melhor ou mais interessante. Vocês acham que “Casablanca” (42) por exemplo, foi um clássico desde sua estréia? Nunca. Ao contrário, só lá pela década de 60 que foi ganhando esse status de um dos melhores (fato) do cinema.

O alfaiate com tradição familiar

A história: Sacana secreto do governo britânico, ganha como última oportunidade de trabalho a missão de ir para o Panamá conferir como está “tudo por lá”… Espionar… Com uma listinha na mão do Who’s Who local começa seu trabalho limpo. Cai como mosca na sopa de um famoso alfaiate que também é britânico e simplesmente veste os foderosos da política e sociedade da capital.

Brosnan, o agente

Inescrupuloso, tá andando e andando para o governo do seu próprio país. Ele quer se dar bem. Money is money. Envolve o querido alfaiate (Geoffrey Rush, o melhor do filme), um trambiqueiro que saiu queimado das terras de Elizabeth 2°, e foi aplicar com sucesso num país latino aqui observado pela lente hollywoodiana de ser: república de e dos bananas. E aqui já tem outra perda de ponto feia. Não dá pra compartilhar dessa visão saturada gringa de os fodas somos nós… E o filme exala isso…

Jamie Lee Curtis, a esposa

Ao envolver o alfaiate 171 na sua teia, o golpista-mor, arrasta a esposa do cidadão (a sempre querida Jamie Lee Curtis), que trabalha para a cúpula política do país e outras personalidades de alto escalão como embaixador, diplomata e até militares de alta patente americana. Uma bizarrice, onde tá todo mundo querendo levar o seu $$$$$.

Money is beautiful… né…

Se você for da turma dos que acham homens bonitos (aquele projeto de gente mente aparentemente em tudo, mas, nisso ele tem razão, é lindão mesmo), vai ter mais um motivo pra assistir… Pierce Brosnan (o agente) foi um dos 007 mais bonitos das telas. E aqui, na casa dos 40, ainda continua pegável…

Pierce Brosnan

Ponto positivo: os diálogos repletos de duplo sentido sexual (pra galera brisada de elevadas virtudes morais, das duas uma: ou não vão entender, ou vão repudiar).

02 🌟🌟 (regular)

Paulo Al-Funs, autor

Entre Frestas (2021)

Cartaz de “Entre Frestas”

Um filme básico, e fácil de assistir. Longe de ser uma grande produção, consegue manter o interesse do início ao fim. O Filme: Em Varsóvia, na Polônia dos anos 80 (país então comunista), acontece um crime (um homem importante foi morto) e dois agentes do estado são convocados para elucidar a cena. Spoiler: logo no princípio o encarregado deles avisa que querem um bode (expiatório) e não um culpado real. Bom, nós conhecemos esse filme da vida real né… falando aqui do meu quintal (Brasil), quantos casos de longo alcance midiático não seguem essa cartilha…?

Cena de “Entre Frestas”

Iniciada a investigação, descobre-se que a personagem morta era de orientação sexual gay (no armário) e vivia a sua sexualidade nas sombras… O que leva a um mergulho na cena gay local com todas as nuances, situações e mistérios que o tema abrange (incluso banheirão). Não dá pra escrever muito sem spoilear… Mas resumindo, quem quiser curtir um suspense (bom) vale conferir.

Tomasz Zietek

Ps: É um filme que de certa forma busca jogar luz sobre um fato que realmente aconteceu na Polônia. Entre 1985 e 87 foi criado um serviço de espionagem com uma espécie de “book rosa” onde cerca de 11 mil homens de orientação LGBTs foram identificados, catalogados e observados pelo estado ditatorial.

Mistérios…

Vale conferir.

03 🌟🌟🌟 (bom)

Paulo Al-Funs, autor

As Corças (68)

Cartaz de “As Corças”

Já conhecia de nome e sabia que iria assistir em algum momento. Não me lembro de assistir um filme de relacionamento entre mulheres tão explícito quanto este em relação a sua época (de realização). Minto. Sim, já havia assistido na minha adolescência Triângulo Feminino (68), um filme bem fluído e claro com Coral Browne, Susannah York e Beryl Reid. Este é bem objetivo. Logo no início vemos Stéphane Audran, pousar no espaço de Jacqueline Sassard. E é tudo quase bem direto. Os diálogos, a sexualidade quase explícita entre elas. Nada de clima e conversas insinuantes dando voltas.

Stéphane e Sassard (o encontro)

Iniciam um romance (sem cara de romance). Aquele tipo de encontro de uma pessoa endinheirada com outra em situação financeira um tanto precária. A personagem de Stéphane é a típica endinheirada que compra atenção. Ela manda. Sassard por sua vez mostra desde o início uma personalidade que não irá se subordinar. O que é bom também, já que mantém o interesse da outra por mais tempo.

Paixão sexual

Em Saint Tropez na sua casa de praia, as coisas irão mudar quando ambas conhecem e se interessam pelo mesmo homem, o interessante Jean-Louis Trintignant. E aí o bicho pega.

Audran – Jacqueline – Trintignant (o macho que muda tudo)

O cineasta Claude Chabrol é realmente bom. É um diretor mais estruturado, no sentido que seu trabalho se diferencia dos filmes dos seus colegas da “Nouvelle Vague”. O filme fez um casamento feliz entre fotografia, música, roteiro, elenco e direção. Muito bom e vale conhecer. Stéphane Audran é uma atriz muito bonita (curti seu visual estiloso), Trintignant um charme, Jacqueline Sassard que fez poucos filmes e eu já conhecia de “Estranho Acidente” (67), trabalha bem também.

A cópia é boa, no YouTube, 04 (muito bom) 🌟🌟🌟🌟

Cinema retrô é um espaço na Curtipoesia onde eu publico minhas opiniões sobre os filmes que, como cinéfilo que sou, assisto, de todas as décadas e gêneros, desde que me despertem o interesse ou curiosidade. Só não sigo cartilhas, o famoso “você tem que ver”…

Paulo Al-Funs, autor

Dica astral 30/07/2026



A 🌚 no signo de ♒ (Aquário) num bom contato com o astro das ações nos fortalece emocionalmente ativando a coragem para novas iniciativas, praticar atividades e correr atrás do que se deseja. Palavras podem ser usadas para incentivar nas melhorias.

Paulo Al-Funs, astrólogo por formação

Roma (2018)

Cartaz de “Roma”

A primeira impressão que eu tive quando vi uma chamada de “Roma” foi que se tratava de alguma história sobre ditadura no México nos anos 70… E nem sei se houve ditadura por lá nessa época… Movido pela curiosidade cinéfila de acreditar estar diante de um grande filme, fui conhecê-lo…

O Filme: Família grande (das antigas, na verdade), formada por casal e quatro filhos, uma avó, e (atenção) 02 funcionárias do lar, vai vivenciando sua história no início da década de 70. Família da capital mexicana. Classe média alta ou burguesa (tão cansado esse termo, mas aqui se aplica bem). Vou procurar não dar spoiler… Em algum momento o marido médico resolveu aplicar o “vou comprar o cigarro e já volto”… e você sabe o resto… Temos uma mãe, quatro crianças, duas funcionárias, uma avó, um dog, uma casa grande, um carro grande, e uma nova dinâmica na família. E meu faro não me falha. Não era sobre ditadura, mas, a lembrança de “Ainda Estou Aqui” começa a se entrever… É um filme sobre família. E como uma família precisa seguir adiante quando falta alguém. E como os papéis podem mudar e você precisa se reinventar pra continuar seguindo. Por você e pelos seus… E temos em cena, uma das funcionárias que é da família? a ter suas cenas desenroladas. E atenção novamente… Ao desenvolver a história daquela que era mas de fato nunca foi, o cineasta conta a história de várias (inúmeras na verdade), mulheres que trabalharam no México, no Brasil e em muitos lugares do mundo em casas de famílias endinheiradas que nunca de fato assumiram suas responsabilidades legais com essas colaboradoras… Esse filme, nesse sentido, se mostra importante porque mostra a vida dessas mulheres quando ainda eram jovens, e de como a situação foi se construindo para chegar na realidade escandalosa que é noticiada quando se descobre mais um caso de idosa trabalhando a 40 anos para mais de uma geração da mesma família, sem ter construído uma vida pra si, e ter passado toda sua existência vivendo em prol dos outros.

Cleo (Yalitza Aparicio) é uma daquelas jovens vinda de família muito humilde, que vai morar e trabalhar na casa de uma família endinheirada. Se tem alguma instrução, além do dom de cuidar dos outros, não sabemos. É apegada aquelas pessoas, tem hora pra acordar e não para descansar. É (ao lado de outra parceira) aquela funcionária que faz tudo. Limpa, lava, passa, cozinha, é babá, e assistente na criação dos filhos. Além, é claro de ser o alvo das palavras duras quando seus empregadores não tem em outro em quem descontar suas raivas. A verdadeira escravizada dos séculos 20/21. E tem que lidar além do todo exterior com seus próprios problemas da sua vida pessoal limitada (de tempo, de experiência, de vivência) que a aflige durante o filme todo.

O clima de “Ainda Estou Aqui” se faz lembrar, porque é a história de duas mães que se reinventam pra manter a si e a suas famílias de pé (além é claro de se passarem na mesma época).

A fotografia em preto e branco não tem nada de excepcional. Ela não deu mais força ao filme, ao contrário. Aliás, sendo um filme recente (2018) , só posso imaginar que se perdeu a capacidade de criar realmente uma obra em preto e branco com maestria. Assisti a meses atrás “Ao Cair da Noite” de 48 (cópia restaurada) em preto e branco. Que diferença! Como era do conhecimento dos grandes realizadores, fazer filme colorido é fácil, preto e branco não é pra qualquer um. Se não se produzem mais filmes que não sejam coloridos, como vão se formar fotógrafos bons numa arte que não se pratica?

Roma recebeu várias indicações a prêmios, e entre os que conquistou está o Oscar de direção e fotografia para Alfonso Cuarón e filme estrangeiro (do qual é um dos muitos produtores).

E sinceramente, o dia que eu me deixar guiar pelos prêmios que um filme ganhou, eu jogo meu senso crítico no lixo. A armadilha do “Oscar” deixou de fazer de mim um expectador desde que eu era adolescente, e assistia a cerimônia e ficava aguardando ver os filmes vencedores passarem, e descobrir, que não eram muitas vezes, nada mais que um bom filme.

E é isso que “Roma” é, um bom filme… 🌟🌟🌟

Paulo Al-Funs, cinéfilo

Dica astral 19/07/2026


A 🌚 caminhando pelo signo de ♎ (Libra) faz bons aspectos com outros astros na parte da manhã, ativando boa vontade na realização de atividades físicas e coragem nas novas iniciativas, além de uma abertura (emocional) ao novo... Faz também um aspecto positivo com um astro transgeracional indicando tendência a grandes transformações no cotidiano e eliminação de situações que não estão legais...

Bom dia.

Paulo Al-Funs, astrólogo por formação.


Dica astral 15/07/2026


O 🌞 continua seu vagar por ♋ (Câncer) e a 🌚 segue por ♌ (Leão) hoje e amanhã, momento que nosso emocional está mais voltado para nós mesmos, sem dar muita importância ao dos outros. Nossa primazia. Faz um bom aspecto com um astro social que exige de nós responsabilidade nas atividades cotidianas e que envolvam a vida dos outros. Os astros do amor e do erótico já se tocam (dura alguns dias) despertando a atração sexual de muitos e o desejo de trepar...

Bom dia!

Paulo Al-Funs (astrólogo por formação)