O Sol continua a brilhar, mesmo que venha perrengues, nunca deixa de se levantar, para o nosso dia iluminar... O Grande Doador de luz, não faz distinção, agrega e abraça a todos, com seu calor, bom humor, e doses gerais, de amor...
Um bom thriller, uma boa surpresa… Como sempre nos filmes mais recentes exibidos na Netflix, o elenco é semi ou totalmente desconhecido pela minha pessoa. E como sempre, parece haver uma aposta no talento e não necessariamente no talento acompanhado de carisma que faz um ator/atriz se tornar uma estrela. Esse me surpreendeu, perto de outros recentes que assisti é uma boa pedida pra quem curte suspense acompanhado de boas reviravoltas.
O filme: Jovem (Leighton Meester) vai para a Croácia se encontrar com velha amiga (Christina Wolfe) para reviver por conta da insistência desta uma solteirice que ficou para trás, deixando em Londres o esposo e a filha de colo. Não há nenhum mergulho aqui no sentido “estou deixando a família pra relaxar num momento só meu”. Não é por aí que corre a trama. A jovem é de responsa e só foi realmente curtir um fim de semana com a melhor amiga solteira e aventureira por natureza. Aqui a um, ou melhor dois senões. 1° ela é muita fria (chata) no sentido demonstração afetiva/euforia em relação a amiga e ao passeio que está realizando. Dá a impressão que está pagando pedágio. 2° essa mesma secura se apresenta quando o esposo surge de repente, quando a história toma o rumo que é seu – o do suspense. Resumindo: a protagonista é fria e mala. A amiga doidinha quer ação. Entenda-se por isso “eu quero trepar e quero que você (a amiga visitante) trepetambém”, afinal é um ode a antiga solteirice e foda-se se ela é casada “ele não precisa saber”. Até aí tudo bem, a maior parte da população universal já adquiriu o seu passaporte de mata atlântica. Após uma noite baladesca regada a você sabe o quê (lícitas e ilícitas) com dois bofes bem dispostos também a entrar em ação a moça some sem deixar vestígios e aí começa o drama. Amparada por um tipo interessante (Ziad Baki) começa a busca pela doidinha que quiçá possa ser encontrada viva e sã num roteiro (Sarah Anderson) que mistura tudo muito bem – descaso e descrédito quando vai registrar o desaparecimento, prostituição masculina (os bofes), cornice trocada, quebra de confiança, voyeurismo e um roteiro que explora bem o que pode ser classificado até como clichê mas que a cineasta feminina (Kim Farrant) leva bem e de boa (uma ou outra cena deixa a desejar, mas nada que atrapalhe o resultado final). Resumindo, vale conhecer e se entreter. Frase do filme: “Alalbek Daleek“ – “seu coração é seu guia”ditado sírio. Concordo plenamente”.
Christina Wolfe e Leighton Meester (melhores amigas)
Da mesma forma que nao tinha certeza se desejava assistir essa série, não tinha desejo de escrever e publicar sobre ela, a não ser por um motivo, um único motivo, homenagear a personagem real Glenda Cleveland feita pela atriz Niecy Nash. Essa mulher, essa pessoa corajosa, verdadeira heroína e que deveria ter seu nome guardado e marcado por toda a posteridade.
Dahmer é uma série da Netflix baseada na vida e destruição causada pelo criminoso canibal branco nos EUA entre os anos 70 e inicio de 90, mas segue sua vida desde o seu nascer.
Fruto da união de uma mãe instável e um pai acolhedor, aqui já se inicia uma tragédia, com o personagem no ventre dessa mãe sendo medicada e auto medicando-se com toda classe de remédios muitos deles absolutamente impróprios pra sua situação e completamente proibidos numa gestação. Há o que se dizer aqui. E muito. A medicina caminha por uma linha evolutiva? Se sim, podemos dizer que o personagem foi gerado numa época em que estava engatinhando ou em fase de crescimento já que doutores do corpo permitiram e se permitiram todo tipo de experiências com seus pacientes. Ou é mentira o estrago causado na vida de muitas pessoas sendo tratadas e medicadas de forma equivocada e com resultados sinistros? E não falo só de gestantes. Um dos maiores ícones do rock mundial Lou Reed é sempre citado em biografias como tendo sido internado e tratado com choque em plena adolescência (na época que nasceu Dahmer), para conter seus impulsos sexuais de orientação gay. Há um texto muito sensível de sua irmã onde ela conta que nem ela e nem seus pais nunca foram procurados por nenhum biógrafo para falarem a respeito, e que se fossem diriam o que aconteceu. Lou foi um adolescente com tendência ao uso de substâncias licitas e ilícitas avaliado por um médico que impôs aos seus pais como única forma de tratamento o choque elétrico aplicado em hospitais que se prestavam a isso. Seus pais não queriam fazer esse tipo de tratamento mas foram levados a fazê-lo. A mãe de Dahmer enquanto gestante virou um depósito farmacêutico ambulante. A isso se deve o seu transtorno? Não creio, mas é impossivel não imaginar que em alguma medida deve tê-lo prejudicado sim.
Dahmer cresce aparentemente sempre como alguém inadequado. Como criança, adolescente e finalmente um adulto alterado diante da normalidade geral. Após a separação dos pais passa a viver com o pai e também com sua avó materna. E nessa época começa a perpetrar suas atrocidades. Compulsão, prazer, não se sabe o que se passa por uma mente como essa. O fato é que ele se converteu num assassino em série. E nunca é pego. Dahmer é um homem branco acima de qualquer suspeita. Suas vitimas? Homens gays pretos. Se muda para outra cidade e vai morar num prédio onde a maioria ou todos (?) dos moradores são pessoas pretas. Ali faz seu QG matadouro. É ali que entra em cena sua vizinha que sente que há algo errado com ele, ou melhor em suas atitudes. Como uma voyeur de algo sinistro e que permanece aos seus olhos invisível, ela só sente o cheiro mortífero, os barulhos indisfarsáveis, e a sensação-certeza de que seu vizinho trouxe algo de podre ao convivio geral. Essa mulher que insistentemente batia o sino falando aos agentes e sendo ignorada pelo Estado – afinal, é uma mulher preta numa cidade pautada pelo desdém a pessoas de pele escura – que ´é a gigante dessa história macabra. A ela minha homenagem.
Dahmer pôde continuar fazendo o que queria graças a essa estrutura da sociedade americana (e não somente norte-americana) que permite não dar voz as pessoas pretas e ignorar quem está as matando. O racismo aqui atinge graus imensos na expansão da sua perversidade. E o canibal um dos seus mais tenebrosos instrumento.
Filme tcheco lançado no início dos anos 70, do qual eu nunca em toda minha vida de cinéfilo havia lido nada a respeito e jamais pelo que me lembre tinha ouvido falar. Seu diretor uma novidade completa pra mim. Em preto/branco, wide, numa cópia boa. O filme: Nos idos de 1600, uma anciã é vista numa atitude considerada suspeita e ao ser questionada sobre seus atos é considerada suspeita de bruxaria, e para se ter certeza é chamado um famigerado inquisidor pra saber a “verdade”. Do momento que ele chega à cidade a vida dos seus moradores jamais será a mesma. Com a boa vontade que aqueles que adquirem um posto pra realizar um trabalho, o abominável está sedento pra mostrar serviço. A começar pela citada idosa, muita gente vai desfilar diante desse indivíduo e do seu conselho. Com realidade, e clareza vai se desnudando um recorte de um dos períodos mais sinistros da história da humanidade. Numa escalada sem fim a partir da idosa inúmeras pessoas vão sendo acusadas de praticarem bruxaria. O modus operandi é bem conhecido por todos aqueles que são amantes de atrocidades. A pessoa suspeita é levada até o inquisidor e seu conselho, após serem feitas perguntas e negadas a conversa que eles gostariam de ouvir é iniciado o processo de tortura, quando as pessoas não aguentavam mais as dores e sofrimentos causados (ossos quebrados, dedos esmagados, corpos esticados em rodas e o que mais fosse necessário), elas começavam a mentir a mentira que eles queriam que elas contassem envolvendo outras pessoas, o que indica que havia pessoas que estavam na mira da sua maldade. O negócio vai atingindo tal descalabro que só vai aumentando o número de pessoas acusadas, torturadas, e queimadas vivas. Há 02 motivos básicos pra isso. O primeiro é o sexo. Talvez por nunca ter me debruçado pra estudar, pesquisar com profundidade o que havia sido a Inquisição eu nunca tinha me ligado de como a sexualidade influiu nesses acontecimentos. As mulheres elas eram apontadas, acusadas, presas e violentadas dentro das prisões. Eram mulheres idosas, maduras, jovens virginais que eram arrancadas do seu lar, jogadas numa prisão soturna e estupradas antes, durante e após as sessões de tortura. Sim, e se você fosse mulher, bonita, atraente havia grande chance de você ser presa e destruída. Diz a sabedoria que o peixe só sabe falar do que tem dentro do seu próprio aquário, pois é, aqui essa realidade se faz presente. Aqueles lixos babando a luxúria, sedentos de desejos sexuais e que falavam que aquelas pessoas praticavam feitiçaria, acusavam no outro o que vivia muito forte dentro de si mesmos. Sim, as confissões tinham todos o mesmo padrão e roteiro. Em todas as pessoas tinham que confirmar que estavam num surubão, onde tudo (sexualmente) era permitido entre eles. Era esse o padrão-confissão. Sexo com o demônio, sexo pagão, sexo pra se divertir. Fica claro através dos textos dos acusadores que se você fosse uma pessoa mais tímida ou mais conservadora não conseguiria se dedicar a bruxaria porquê o quente nela, o que te torna um bruxo é a trepação. Que história mal resolvida que a humanidade tem com o sexo. A zica começou mal resolvida no Éden e chegou com toda tranquilidade aqui no século 21. Outro fator que fez a Inquisição prosperar é a ganância, a famosa ambição sem limites. A perversidade: após serem acusadas do crime que não cometeram e serem presas se inicia o processo contra a/o cidadã/o. Processos custam dinheiro. Quem pagava por eles? Ora o próprio acusado (o bruxo/a em potencial)! Sim, a pessoa é presa, torturada e morta pegando fogo viva e ainda tinha que pagar por isso. Como? Ora seus bens eram confiscados e vendidos ou ficavam a disposição das autoridades responsáveis pelo trabalho de um Inquisidor. Por isso era interessante acusar também pessoas abastadas financeiramente. Outras táticas que aprendemos é que a tortura tem graus e você jamais poderia aplicá-la em seus graus mais elevados de uma única vez (num único dia) pra evitar que a desumanidade atingisse o limite (a morte do torturado). É claro que isso não era impedimento. A única pessoa disposta a combater o sinistro dos fatos era o padre. Até que ele próprio é acusado e incrédulo vê algumas mulheres o acusarem. Sem entender o porquê elas faziam isso com ele se recordou do que lhe disse um dos poucos que estava a seu lado, um advogado “eu trabalhei durante anos com a lei, jamais subestime o poder da tortura”. Outro método típico dessa classe de pessoas teve muito sucesso nos anos 50 nos Estados Unidos (período que ficou conhecido também como “caça as bruxas”). Foi utilizado largamente por um político infame e causou um mal enorme pra milhares de vidas. O método: você é acusado de algo, e não pode ser defendido por ninguém, porque quando alguém vai te defender imediatamente essa pessoa também passa ser um alvo (afinal se ela está defendendo algo que teoricamente está errado é porque ela também tá no meio, quer dizer tá errada também). Vira uma loucura! Eu não posso defender aquela pessoa que está sendo injustamente acusada de algo porquê senão eu sou culpado também!!! Esse político americano se valeu desse método e mergulhou o próprio país numa era sinistra de perseguição contra qualquer pessoa que era “um inimigo”. Inúmeras pessoas perseguidas, sem trabalho e ter como ganhar a vida. Inúmeras pessoas do cinema tiveram que pegar suas malas, suas famílias e buscarem ajuda na Europa pra poderem continuar trabalhando e terem dinheiro pra se sustentar. Umas duas semanas antes de assistir esse filme eu tinha revisto “O Sétimo Selo” do Ingmar Bergman um filme de 1957. Nesse filme (cópia restaurada perfeita) um nobre está voltando pra casa na companhia do seu escudeiro depois de ter lutado durante anos nas Cruzadas. A peste está por todo lugar. Numa das cenas uma moça está sendo levada amarrada pra ser queimada viva acusada também de bruxaria e de trepar com o diabo. A jovem do filme do Bergman parece mais uma princesa nórdica famélica e desnutrida. Mas tá inteira. As mulheres levadas a fogueira no “Martelo“ estão arruinadas fisicamente, emocionalmente, moralmente, sexualmente. Há uma outra cena em que o escudeiro vê chegar uma romaria, tipo procissão e pergunta “como é que a modernidade pode acreditar nisso?” Bom, fé não se discute jamais. Agora o fato é que estamos no século 21, e a “modernidade” atual inclui muito, mais muito mesmo de temas que já deviam estar superados mas que continuam circulando vivíssimos por aqui. Se você fizer um exercício mental básico com muita tranquilidade vai ver que tudo que eu citei e comentei ali encima, tá bem aqui, aqui e agora.
“O Martelo das Bruxas” do cineasta tcheco Otakar Vávra, assim como o “O Sétimo Selo” do cineasta sueco Ingmar Bergman estão no YouTube.
É uma série da Netflix, e uma das melhores que eu já assisti. É uma série brasileira, e de uma qualidade que você não imaginaria que conseguissem. Ágil, repleta de adrenalina, assustadora com terror psicológico, você assiste com o ‘cool’ na mão. Famosa desde que foi lançada, só agora já na 2° temporada que eu senti vontade de assisti-la. É como uma droga altamente viciante que você não consegue largar, mas eu consegui ser fiel ao meu ritmo, e me mantive nos 02 episódios diários.
Janete (Camila Morgado)
A série: Verônica é uma escrivã feita pela muito bonita e talentosa Tainá Müller. Um tanto justiceira e não uma mera policial burocrática, Verônica quer resolver os problemas. Logo no início se empenha na busca e captura de um golpista de aplicativos de relacionamentos. Uma das suas vítimas é a personagem da atriz Aline Borges que aqui (ao contrário de “Pantanal“) está linda e produzida. Verônica com seu senso de justiceira em alta fica obsessiva na busca do mau caráter e indiretamente por conta desse caso, vê aproximar de si uma outra personagem de outro núcleo que terá grande importância, a Janete, feita pela atriz Camila Morgado (numa interpretação de responsa) casada com Brandão interpretado por Eduardo Moscovis num de seus personagens mais impactantes. É um monstro. Não vou chamá-lo de psicopata ou sociopata porque esses 02 termos viraram lugar-comum e eu não sou especialista em saúde mental pra definir se é ou não. Monstro é um termo antigo e que cabe muito bem ao sinistro personagem. É agressor e também um abusivo emocional com sua companheira Janete. Através de Verônica vamos observando as mazelas do lugar onde ela ganha seu pão. Elisa Volpatto fez da sua personagem um nojo. Silvio Guindane ator que para mim é um dos melhores da sua geração, está num personagem aquém do que ele merece, fazendo escada pra Verônica. A princípio fiquei um pouco incomodado pela ausência de química sexual entre Verônica e o ator que faz seu marido (César Mello) mas depois me liguei que Verônica não tá ali pra gozar ou ser a personagem focada em como ser a esposa perfeita, então dentro disso cabe até o tipo de relacionamento estilo “amigos casados” que eles mantém.
Verônica (Tainá Müller)
Todos os episódios são eletrizantes. O finalzinho do último eu não curti. Pintou um clima de Nikita (série dos anos 90). Fim da 1° temporada.
Aproveitar que hoje é o dia dos românticos apaixonados (e os nem tanto) e publicar dentro da minha área (Astrologia) um horóscopo Venusiano (Vênus é a deusa do Amor, da Safadeza Erótica também) baseado no trânsito desse planeta nesse momento. Leia com humor (foi nessa vibe que eu o fiz e publiquei há dias atrás). Se souber seu ASC leia também… e se entregue, se inspire, apaixone-se e goze…
Já tinha comentado no post anterior que tava conhecendo na íntegra alguns álbuns que só conhecia por partes (músicas) soltas…
capa do álbum “Abraxas” 1970
A começar pela capa que é uma obra-prima (Mati Klarwein) o álbum, que traz faixas que eu já conhecia, é atemporal (maior elogio que qualquer realização artística pode ter na minha humilde opinião). O segundo álbum da banda Santana é clássico, som de adulto feito por gente com muito pedigree artístico, é dividido entre músicas cantadas e outras instrumentais, “Oye Como Va” acredito que muitas pessoas conhecem (mesmo sem saber de quem é),“Mother’s Daughter” é um rock com muita guitarra hard e a minha memória de elefante se recorda da noite em que gravando numa K7 (um objeto pré-histórico) rocks de um programa de rádio eu escutei pela 1° vez “Black Magic Woman”, isso nos anos 90 (inesquecível, e olha que nessa época eu estava sempre em “alpha”🌿)… pra quem curte som, imperdível…
capa do álbum “Krig-ha, bandolo!” 1973
Raul é icônico né… Poucas palavras aqui pra não chover no molhado, não vou me atrever a dizer que seja sua obra-prima sem procurar conhecer outros álbuns dele na íntegra, mas mesmo assim, acredito que talvez seja… Raul tem aquela triste sabedoria que pega na alma né, são poucos assim (o artista Roberto Carlos é assim também, talvez por isso tenham essa alcunha de “rei”), ele tira barato, paga deboche e lá no fundo tá guardado na vitrine o sofrimento, as músicas são as clássicas conhecidas de todo maluco beleza (“Mosca na Sopa”, Metamorfose Ambulante”, “Al Capone”, “Ouro de Tolo”, “Rockixe ‘…aprendi a ficar quieto e começar tudo de novo'”) olha a sabedoria dos versos! Me representa! eu fui apresentado ao Raul no princípio da minha adolescência e continuei escutando por um bom tempo também ainda nessa fase de puro 🌿, depois deixei de lado como outros tantos sons, mas é sempre bom voltar a absorver a sabedoria desse bode velho (o bode é um símbolo milenar que representa todo ídolo que é sacrificado e renasce eternizado)… A capa (Cláudio Fortuna) é uma das mais perfeitas…
capa do álbum “Gal Costa“1969
É a roqueira Gal Costa nos seus primórdios, e me perdoe os puristas porque pra mim ela era nessa época roqueira sim… Porquê? Porque rock não é só música, é atitude e um algo a mais que só quem conhece tem ou sabe… Janis Joplin não é tida como uma das deusas do rock, mesmo tendo cantado também blues? Então, a postura, a energia que ela emanava sempre foi de estrela de rock, Gal Costa tinha isso, transcendia a caixinha mpb (rótulo bem discutível, se for levar o ‘popular’ ao pé da letra, seus maiores representantes são capazes de ficar de fora). Não é novidade pra mim esse álbum, mas também é sempre bom escutar novamente, ele é meio intocável, no sentido de não ser um som que vai chamar sua alma pra bailar, definitivamente não vai tão longe, mas tem aquela qualidade que você não sabe o que é, e que acaba interessando de alguma forma, “Divino Maravilhoso” é por si só uma eterna novidade, mas foi “Vou Recomeçar” que eu escutei, curti e me levou à procurar conhecer o álbum…
capa do álbum “Gang 90 & As Absurdettes“, 1983
Vou morrer amando “Nosso Louco Amor”, “Telefone” não importa quem cante, é sempre perfeita, e “Noite Fria” eu conhecia só na voz do Lobão, “Perdidos na Selva” é apresentada numa versão vagarosa (a música fica top numa versão bem mais viva e agitada, que não é essa), pra quem curte ou tá interessado em descobrir o rock brazuca dos 80, bora lá…
capa do álbum “Uma Rosa com Bossa” 1966
Finalizando, não sou fã e nem conhecedor de bossa nova, mas fui arrastado pra esse álbum ao ouvir a voz dessa cantora, nunca tinha escutado uma voz assim, sem palavras, me atrevo a dizer que o álbum em si é de menos, perto do talento dessa jovem, é inacreditável, a voz parece um cristal, única, fui pesquisar sobre a intérprete e descobri que é a cantora Rosa Marya Colin(assim que é chamada agora). Assisti uma única entrevista dela lá atrás no tempo nos anos 90, num programa chamado “Por Acaso” (que salvava os domingos insuportáveis da TV aberta naquela época)… quem sou eu pra avaliar um álbum de bossa nova, mas a voz dessa intérprete é de deusa… gostei realmente da primeira faixa “Capoeira de Oxalá”…
É isso, tá tudo corrido, extremamente difícil, quase ninguém ganha a fortuna de um sertanejo, mas mesmo com toda dificuldade, e sufoco tenebroso dos dias atuais a arte ainda é uma aliada pra ajudar a suportar o que a gente tá vivenciando…
Todos os álbuns estão no YouTube.
ps: não sou nenhum crítico musical, nem músico, o post é só um longo comentário pra quem curte som também… ✌🏼
Não gosto de fazer listas porque eu nunca consigo seguir nada pré fixado, mas coloquei pra mim que quero conhecer os álbuns de muitos artistas do qual só conheço o básico, esse Tim Maia (através do YouTube salvador que disponibiliza desde filmes a podcasts e álbuns) eu tô curtindo há dias (na verdade semanas), algumas músicas eu já conhecia, mas não conhecia de escutar e ficar assim, tipo que som é esse como “Azul da Cor do Mar”, “Primavera (Vai Chuva)”, “Eu AmoVocê” – se você não ficar emotivo escutando essas é porque tem pedra onde tinha que estar seu coração, mas as outras também são muito daora como “Coroné Antonio Bento”, Cristina e Cristina N° 2″, a doideira de “Jurema” e também uma sensível homenagem ao herói do nordeste na homônima Padre Cícero”, em 02 músicas Tim canta em inglês o que me fez lembrar em 02 momentos do Raul, que também tinha uma queda por querer cantar na língua gringa (ao menos é o que já ouvi) e também como Raul(e os Mutantes também) por trazer elementos da rica diversidade da música brasileira como o forró e fazer uma mistura legal, eu não posso comentar em termos técnicos porque não sou músico, mas também tem uma espécie de grandiosidade que me faz lembrar ou ter a percepção de que é tipo uma pegada de show de Broadway deu pra entender? Não, tudo bem… resumindo, um álbum que vale conhecer.